ALIMENTAÇÃO PARA O CÉREBRO

10 DICAS PARA MELHORAR O TDAH

Comer bem para pensar melhor: Alimentação para o cérebro

Alimentação para TDAH
Aprenda 10 dicas sobre como a alimentação pode melhorar os sintomas do TDAH, de maneira totalmente natural, sem usar medicação. Acima de tudo, totalmente ao seu alcance trazer maior qualidade de vida para você e sua família.

Surpreendentemente, o cérebro sozinho consome entre 20 e 25% de toda a energia que obtemos pela alimentação. Poucas pessoas conhecem este fato. Somente estes números já dão uma idéia bem clara da importância que a comida tem. Além do mais, deixa claro sua importância em fazer a diferença para pensar melhor.

Isto porque uma alimentação planejada, tendo em vista a nutrição cerebral, é um elemento chave para performance em qualquer área. Não apenas nos estudos, mas também no trabalho e no esporte. De fato, muitos se beneficiam: executivos, atletas e estudantes.

Estas dicas de alimentação servem para todos que desejam melhorar a memória, concentração e foco. Mas, acima de tudo, para quem tem TDAH, hiperatividade, déficit de atenção.

Atuação combinada com outros tratamentos

No caso do TDAH – déficit de atenção com ou sem hiperatividade, principalmente quem usa medicação psicoestimulante deve cuidar muito do que come. Isto porque os remédios atuam sobre sistemas de neurotransmissores – usualmente dopamina e serotonia – e o cérebro precisa dos nutrientes certos para metabolizá-los.

Para quem sofre com algum transtorno que prejudique a concentração e o foco, a dieta adequada é uma grande coadjuvante de tratamentos psicoterapêuticos, medicamentosos e até mesmo psicopedagógicos.

Para melhorar a alimentação no TDAH

Do ponto de vista cerebral, os alimentos podem ser divididos em dois grupos: aqueles que aumentam o desempenho (o metabolismo) e aqueles que deixam o cérebro mais "aéreo", mais lentificado.

Para casos de TDAH e para melhorar a distração, os melhores alimentos são as proteínas - carnes em geral, especialmente peru e peixes - e os carboidratos complexos - grãos integrais, aveia, sementes, entre outros. Fuja dos carboidratos simples - os mais prejudiciais são o açaúcar e a farinha branca.

Os carboidratos simples são metabolizados muito rapidamente pelo corpo - são rapidamente transformados em glicose, aumentando abruptamente a concentração de açaúcar na corrente sanguínea. Com isto, vem uma sensação de plenitude, de energia e bem estar imediatos. E claro, para o cérebro é muito importante o aporte de glicose, para que ele possa transformar em energia.

Poderia parecer uma boa idéia manter o sangue bem açaucarado, afinal sempre se diz que o açaúcar tem muita energia, muitas calorias... mas as coisas não são bem assim.

Flutuações na glicose sanguínea detonam gatilho metabólico

O aumento abrupto dos níveis de glicose no sangue detona um gatilho metabólico. O pâncreas, automaticamente, produz uma descarga de insulina, justamente para retirar o excesso de glicose e armazená-la nas células do fígado ou nos "pneuzinhos" - os principais depósitos de energia do corpo, as camadas de gordura.

Quando a quantidade de glicose em circulação cai rapidamente pelo efeito da insulina, o cérebro tende a reduzir seu metabolismo, passando a trabalhar mais devagar. Por isto muitas pessoas sentem sono após as refeições - às vezes, até mesmo logo depois do café da manhã.

Alimentos que tem este efeito possuem uma carga glicêmica elevada - a capacidade de passar rapidamente para a corrente sanguínea, aumentar os níveis circulantes de glicose para, em seguida, ocasionar uma queda abrupta. Assim, quanto maior a carga glicêmica, pior para o cérebro.

Uma dieta carregada de carboidratos simples terminam por colocar o cérebro numa montanha-russa constante, de altos e baixos na disponibilidade do seu principal nutriente. Isto é totalmente incompatível com as necessidades de um cérebro do qual se espera alta performance ou quando já existe uma tendência para a hipofunção metabólica do TDAH.

10 Dicas para seu cérebro funcionar melhor

  • 1. O café da manhã é essencial
    A regra básica é bem simples: mais proteínas, menos carboidratos. Eliminar cereais com açaucar, sucrilhos e achocolatados. Optar por ovos ou frios, especialmente Peito de Peru (entre 60% a 70% da refeição) e pão integral (carboidratos de baixa carga glicêmica, entre 30% a 40%). Isto é indispensável para as crianças, que passarão a manhã na escola, sentadas e paradas, assistindo aula. Se o cérebro estiver hipofuncionanente, será muito difícil que prestem atenção.
  • 2. Consumo moderado de carboidratos
    Para as outras refeições do dia: manter um equilíbrio entre proteínas e carboidratos. Alimentos de baixa carga glicêmica - os carboidratos complexos - e as proteínas devem ser sempre as primeiras escolhas.
  • 3. Cuidado com doces
    Procure evitar alimentos pesados e sobremesas doces, especialmente no almoço. A tendência em sentir sono após a refeição é, em grande parte, decorrente dos processos digestivos e do sobe-desce dos níveis de glicose. Se não puder resistir a um doce, diminua a quantidade, especialmente se tiver programado uma atividade que exige maior esforço mental, como estudar ou ler.
  • 4. Shakes e yogurtes light
    Muito úteis quando se precisa de uma refeição mais nutritiva, sem os efeitos do excesso de carboidratos e açaucares brancos - contém grandes quantidades de proteína.
  • 5. Café com moderação
    A cafeína tem efeitos estimulantes, similares aos da Ritalina. Normalmente, a cafeína ajuda a melhorar o foco. É recomendável experimentar pequenas doses (uma ou duas colheres) com crianças muito agitadas ou distraídas, antes de irem para a escola. Atenção: em altas doses, a cafeína é tóxica.
  • 6. Beba muita água
    O cérebro é composto por 80% de água e tomar entre 1 litro e meio a 2 litros por dia pode ajudar bastante. Não troque refrigerantes ou bebidas gaseificadas / industrializadas por água. Cuidado com o consumo excessivo de chás, mesmo naturais, pois podem conter outras substâncias, além de cafeína.
  • 7. Leite - Amigo ou vilão
    É importante verificar se há alergia ao leite, especialmente em crianças hiperativas. Estima-se que 30% das crianças tenha alguma forma de restrição ao leite, que pode ser prejudicial especialmente em altas doses.
  • 8. Dê preferência a alimentos naturais
    Sempre que puder, ingerir muitas frutas, vegetais e alimentos naturais, assim você evita corantes, conservantes e outros produtos químicos com potencial para causar reações alérgicas e inflamatórias. Algumas crianças costumam dar muito trabalho para comer, recusando alimentos de paladar mais forte. Nunca caia na armadilha "é melhor comer porcaria que não comer nada". O resultado poderá ser uma criança mais agitada e desatenta.
  • 9. Cuidado com o alumínio
    Hoje em dia uso de panelas de alumínio está cada vez mais raro. Ainda assim, vale o aviso. Evite alimentos cozidos ou mantidos em panelas de alumínio. É um metal muito tóxico para o sistema nervoso, com vários estudos associando sua intoxicação a síndromes neurológicas. O alumínio é também considerado um fator de risco para Doença de Alzheimer, a forma mais grave de demência senil.
  • 10. Cuidado com exposição a metais pesados
    Pode pode acontecer com você a qualquer momento. Muito cuidado com os brinquedos que as crianças colocam boca, especialmente de procedência chinesa e/ou sem selo do Inmetro. A tinta pode conter chumbo e casas antigas, com encamentos de cobre, podem deixar quantidades elevadas de resíduos metálicos na água. Cuidado também com pesticidas e inseticidas.
Cacilda Amorim

Cacilda Amorim - Psicoterapeuta e Coach Comportamental

Diretora do IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção

CRP 06/61710

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Clinica especializada em TDAH – Déficit de Atenção. Referência em diagnóstico, tratamentos e cursos para portadores, familiares e profissionais. Transtornos isolados ou em comorbidades: Ansiedade, depressão,stress crônico, agressividade e impulsividade. Problemas profissionais, estudo / aprendizagem e relacionamentos.