TDAH Tratamento sem Medicação

Escolhas de tratamento naturais e sustentadas

Déficit de Atenção Tratamento sem medicação é mesmo possível? Há imensa preocupação em usar ou não medicação, quando se fala em TDAH. Afinal, trata-se de um tipo de droga psiquiátrica altamente controlada, com risco de provocar dependência. Além do efeito da medicação durar por pouco tempo, o que implica em tratar “para sempre”. Justamente por isto, busca por tratamento natural para Déficit de Atenção é cada vez mais atual.

Veja neste artigo os fatos e a experiência de 15 anos do Instituto Paulista de Déficit de Atenção com tratamentos sem medicação, integrativos e naturais para TDAH – Déficit de Atenção, tanto com ou sem Hiperatividade.

Déficit de Atenção TDA sem Hiperatividade

A preferência por tratamentos naturais para Déficit de Atenção

Quem quer tratar Déficit de Atenção sem medicação?

Neste mundo de redes sociais, cheios de likes, lovers, followers – e haters, como não mencionar? – se escuta de tudo. De fato, há muitos que balançam bandeiras e soltam fogos a favor da medicação, ironizando, desprezando, fazendo bullying com quem recusa usar.

A saber, certamente há neste “time” defensores respeitáveis, com currículos extensos, curiosamente tratando o uso de medicação tarja-preta como algo trivial. Uma “coisinha simples”, comparando o TDAH a outras doenças, como diabetes. Dando a entender que “ainda bem que você tem um remédio”, será apenas mais uma pílula dentre todas que você já toma ou irá tomar na sua vida.

Por outro, profissionais de saúde, também médicos com currículos igualmente extensos e representantes de entidades que questionam fortemente a “medicalização” da infância, da educação e da vida em geral.

Epidemia de Déficit de Atenção?

Somos consumidores mais conscientes, em todas as áreas. Ninguém hoje aceita com naturalidade uma “sentença” que uma dificuldade qualquer somente poderá ser resolvida com uso perpétuo de remédios. Ainda mais medicação psiquiátrica. Bastante comum é a busca por tratamentos sem medicação. Um tratamento natural é o ideal.

Pense num grande problema de saúde pública. Por exemplo, a obesidade. Talvez você mesmo esteja um pouco (ou muito) acima do peso ideal. Se não você, certamente várias pessoas de seu relacionamento. A obesidade é um problema orgânico, certo? Pode ser causada por vários motivos, como desequilíbrio hormonal ou tendência genética.

Mas basta olhar fotos antigas da família para ver como, no geral, as pessoas eram muito mais magras. O que teria acontecido? Uma mutação genética, que em poucos anos fez as pessoas engordarem? Uma doença desconhecida? Nada disso. Uma mudança em estilo de vida, que teve um impacto devastador sobre o funcionamento do corpo. Uma consequência simples e direta de novos hábitos alimentares. Comer mal, comer fast food, comer porcaria.

Da mesma forma, estamos vivendo circunstâncias que tem impacto igualmente devastador sobre o funcionamento da mente. Vivemos constantemente bombardeados por informação, grande parte nada mais que lixo. Não é de surpreender que, cada vez mais, deixamos de prestar atenção.

Background

É POSSÍVEL SUPERAR

Distração, esquecimentos, agitação, desorganização, baixo desempenho…
não precisam ser para sempre. Encontre a ajuda que você necessita.

A nova cultura da sustentabilidade

Faz parte da nossa cultura. Do momento atual na história da humanidade. Como resultado de um estilo de vida focado no curto prazo, na solução imediata das necessidades, temos um planeta inteiro totalmente desequilibrado. Seja sob a perspectiva climática, seja alimentar ou de interações humanas. As novas gerações estão dando um basta a tudo isto.
Eu mesma tenho uma posição muito bem estabelecida. Não passa pela minha cabeça levantar bandeira contra o uso de remédios, ou crucificar a indústria farmacêutica. Pelo contrário, a ciência que dá sustentação a estes avanços foi e permanece indispensável. Entretanto, apenas ressalto estarmos num momento histórico onde não se aceitam mais soluções apenas de curto prazo, sem sustentabilidade.

Não se trata de preconceito contra os “tarja preta”. Pois pré-conceito é exatamente isto. Uma idéia prévia, sem fundamento. Bem diferente deste caso. Quem escolhe tratar sem medicação sabe exatamente o que está fazendo. Pesquisou muito, refletiu; ponderou prós e contras. Claramente, uma escolha pós-conceito.

Em resumo, é neste contexto global que se deve entender a busca por tratamentos sem medicação para Déficit de Atenção, o famoso TDAH.

Tratamento do TDAH com medicação resolve tudo?

Primeiramente, uma resposta simples e direta. Não, usar apenas medicação não é suficiente para resolver as queixas, os problemas da pessoa. Tratar sem remédios não é apenas uma escolha, é também uma necessidade. Passo a passo, descubra porque.

TDAH é um transtorno neuro-comportamental. Em primeiro lugar, cabe esclarecer o que isto significa. Déficit de atenção não é simplesmente uma doença orgânica, como uma gripe. Atenção, cuidado com o que escuta, com o que lê pela Internet… Muitos tentarão te convencer do contrário.

É um transtorno que tem suas origens na estrutura cerebral, decerto. Porém, o cérebro não é algo “fixo”. Pelo contrário, ele se forma e transforma continuamente, a depender das experiências, da aprendizagem e até mesmo da nutrição.

Metáforas de Miopia e Diabetes não representam bem o Déficit de Atenção

Por esta razão, outra das metáforas usadas para explicar o Déficit de Atenção é falha. Vários médicos tentam explicar o TDAH a seus pacientes como se fosse miopia. Você deve saber o que é miopia – um problema de visão, de origem genética, que resulta numa estrutura do globo ocular diferente da ideal. Parecido com o que acontece com o Déficit de Atenção, de fato.

Mas a semelhança termina por aí. Pouco se pode fazer com a miopia, exceto uma prótese (usar óculos) ou, mais recentemente, fazer uma cirurgia.

Com TDAH é diferente, não porque ainda não temos tecnologia para um transplante de cérebro (!). Ou por ainda não podermos plugar um HD externo. O motivo é outro.

A saber, o Déficit de Atenção não é um problema neurológico apenas. Sem dúvida, a dimensão orgânica é um aspecto relevante, mas não o único. Sequer o mais importante. O conhecimento clínico do transtorno, somado ao acompanhamento de longo prazo dos pacientes permite ver isto claramente.

Se o TDAH fosse, de fato, um transtorno exclusivamente orgânico, ele responderia de maneira muito melhor e mais consistente ao tratamento medicamentoso. O que observamos, ao contrário, é que a medicação tem sim potencial para trazer ganhos à capacidade de concentração, de maior sustentação do esforço cognitivo.

Ganhos que apenas tratamentos não medicamentos podem trazer

Ao mesmo tempo – e para a maior parte dos casos, uso de medicação não se reverte imediata ou simplesmente em melhora do quadro geral, no aumento das notas ou melhor desempenho no trabalho. A criança continua dando trabalho para fazer as tarefas, o adulto ainda deixa as coisas bagunçadas, pela metade ou adiando cronicamente.

Justamente por isto, usar medicação pode fazer parte do tratamento. Mas não é a parte mais importante, nem obrigatória. Medicação ajuda, faz sua parte. Ponto. Agora é cuidar do resto, do que a medicação não faz. Dá para tratar Déficit de Atenção sem medicação. Claro que você não deveria tomar esta decisão [email protected], em relação a seu caso específico. Sempre consulte um especialista, a respeito de TDAH ou qualquer outro problema de saúde.

Tratamentos naturais, tratamentos sem medicação para Déficit de Atenção

A base de todos os tratamentos naturais, sem medicação é a busca pela saúde. Ao contrário da filosofia por trás do uso de remédios, que é focada na doença. TDAH é uma síndrome, resultado de um jeito especial do cérebro funcionar. Não é como uma infecção, uma virose, que em sete dias passa.

O objetivo mais amplo do tratamento deve ser: Qualidade de vida, satisfação consigo, realização pessoal, no trabalho, estudo e nos relacionamentos. Buscar saúde do corpo e cérebro, saúde da mente. Finalmente, como não poderia ficar de fora, buscar um estilo de vida saudável, que englobe tudo isto.

Tratamentos Terapêuticos e Coaching

A Psicoterapia Comportamental-Cognitiva é a única linha de tratamento psicológico que comprovadamente traz resultados para o TDAH. É também muito eficaz para as comorbidades que usualmente acompanham o TDAH, especialmente ansiedade, depressão e stress crônico.

Diferente do que se pensa, o problema comportamental mais crítico do TDAH não é a desorganização, bagunça e promessas não cumpridas. Pois estas são apenas a ponta do iceberg, coisas que podem incomodar mais apenas por terem maior visibilidade.

O que tenho encontrado clinicamente como os problemas mais críticos são o adiamento crônico, a quase incapacidade em suportar fazer coisas que sejam chatas. Da mesma forma, a tendência a responder automaticamente “não sei, não quero, não consigo” diante de situações desafiadoras. Ou então, simplesmente, diante de uma coisa chata ou rotineira que precise ser feita.

Terapias Comportamentais e Coaching podem fazer a diferença

Por serem hábitos muito arraigados, demandam uma intervenção psicoterapêutica muito forte e direcionada. Pois são fundamentados em padrões crônicos de comportamento, muito consolidados. Sobretudo, são altamente resistentes ao tratamento e à mudança. Por isto é tão comum encontrar, especialmente em adultos, casos de resposta ao tratamento medicamentoso que, nas primeiras semanas ou meses tem bons resultados, apenas para “deixar de ter efeito” dentro de pouco tempo.

A terapia é também indispensável para lidar com a ansiedade, depressão, stress crônico (também conhecido como Síndrome de Burnout) e baixa autoestima que frequentemente acompanham o TDAH.

Lembrando que pode haver tanto a sobreposição de sintomas quanto a comorbidade (para saber mais, leia o artigo sobre diagnóstico diferencial). Acima de tudo, deve-se buscar um efeito de sinergia. Pois os ganhos se potencializam, criando resultados mais amplos e sustentáveis no longo prazo.

O Coaching é uma modalidade de tratamento mais indicada para adultos. Trata-se de uma estratégia colaborativa de resolução de problemas. No caso do TDAH, é indicada quando as maiores necessidades terapêuticas e déficits comportamentais já foram superadas. Justamente por ser baseada na capacidade do cliente em assumir uma postura pró-ativa, de testar, reavaliar e aprimorar novas maneiras de enfrentamento.

Tratamentos naturais – Tratamentos sem medicação para o Cérebro funcionar melhor

A explicação mais comum para o uso de medicamentos é estimular o funcionamento de certas áreas cerebrais. A própria categoria de drogas diz isto, em seu nome – são psicoestimulantes. Assim, qualquer alternativa que leve o cérebro a trabalhar melhor, a alcançar os padrões de funcionamento considerados “normais”, terá efeito similar aos medicamentos.

O grande desenvolvimento da tecnologia abriu três novos caminhos para melhora das funções cerebrais. São os softwares para Brain Fitness (Ginástica Cerebral) e estimulação para Brain Entrainment, Biofeedback, bem como o Neurofeedback. Apesar de diferentes, todos são potenciais aliados, eficazes em casos de TDAH, para aprimoramento cognitivo e alta performance em diversas áreas, da escola ao trabalho.

Brain Fitness – Ginástica Cerebral

Um dos caminhos para condicionamento cerebral são os jogos de estratégia, de memória e de linguagem. Aqueles apenas um pouco mais velhos lembram do que as crianças costumavam brincar nos dias de chuva. Montar quebra-cabeças, trava-línguas, WAR, Banco Imobiliário – para não dizer Damas e Xadrez.

Que criança brinca assim hoje em dia? Que criança treina memória, quando tem diante de si estimulações tão sedutoras e engajadoras, provindas das mais variadas “telinhas”? Fica esta dica para os pais – escolham as brincadeiras de suas crianças.

É um dos melhores remédios naturais, para fortalecer a atenção, memória, velocidade mental. Além do que se aprende também se seguimento de regras e capacidade de resolução de problemas. Acima de tudo, ajudam o amadurecimento em geral, a aceitar erros, perdas e resiliência diante de frustrações.

Ginástica Cerebral – Brain Fitness tem enorme potencial em treinar as funções cerebrais mais afetadas pelo TDAH. Desssa forma, a concentração, memória de curto prazo e velocidade de processamento se fortalecem. Como existem sistemas computadorizados, inclusive online, permitem um sistema de treinamento muito estimulante, engajador e competitivo.

O ideal é realizar o Brain Fitness com acompanhamento. Apenas assim terá segurança quais são os melhores exercícios para seu caso, quando é o momento correto de aumentar o grau de dificuldade e também para evitar as desistências. Afinal, estamos todos (especialmente nossas crianças), num mundo em que todas as novidades são intrinsecamente estimulantes. Como resultado, coisas importantes podem ser rapidamente deixadas de lado, diante do deslumbramento da última novidade.

Brain Entrainment – Estimulação Cerebral

Os sistemas de Brain Entrainment são fundamentados na capacidade única do cérebro de ajustar seu funcionamento rítimico – os pulsos elétricos dos neurônios – à padrões de estimulação auditiva ou visual.

A isto se chama FFR – Frequency Following Response. O Brain Entrainment é uma alternativa muito barata, rápida e eficaz de se conseguir um estado mental desejado – seja ele focado e alerta ou relaxado e criativo.

A pessoa permanece sob estimulação auditiva, visual ou de ambos por um período curto de tempo, entre 15 minutos e uma hora. De fato, tal estimulação é capaz de levar o cérebro a alterar seu modo de funcionamento. O efeito não é de longo prazo, contudo é bem interessante. Importante também ressaltar ser um procedimento completamente não-invasivo.

Apenas usar os sons que podem ser baixados da internet não costuma fazer diferença; esta é uma das maiores razões para esta técnica permanecer tão sub-utilizada. O ideal é obter programas individuais, baseados nas necessidades únicas, para melhores resultados.

Neurofeedback

O Neurofeedback é baseado numa interface cérebro-máquina, na qual o funcionamento cerebral é monitorado em tempo real. Esta informação proveniente dos padrões de pulsar neuronal é utilizada como base para criar sistemas de treinamento, tornando possível à pessoa aprender a controlar o próprio funcionamento cerebral.

A pessoa é conectada a sensores, que captam a informação cerebral e a utilizam para alimentar um software similar a um videogame. Conforme a pessoa consegue produzir um estado mental desejado – mais focado ou mais relaxado, conforme o objetivo do treino, ela ganha pontos. Os pontos tem a função de dar o feedback – assim, a pessoa sabe se “está fazendo certo”, além de manter-se mais motivada em prosseguir.

O Neurofeeback é um procedimento já bastante reconhecido como eficaz, inclusive para o TDAH. A saber, as objeções ao seu uso são, grande parte, de caráter prático, financeiro e logístico. É um tratamento de alta tecnologia, portanto apenas disponibilizado por profissionais de elevada capacitação. Ademais, os equipamentos são bastante custosos, todos importados. Também, por ser um tratamento de longo prazo – no mínimo, 50 ou 60 sessões para resultados consolidados, tem um custo total bem elevado.

Há algumas pessoas, sem formação específica, que pretendem aplicar neurofeedback em casa, às vezes até mesmo alugar equipamentos para que sejam operados pelos pais ou familiares. Os resultados costumam ser precários, bem abaixo das promessas feitas.

Nutrição saudável para mente e corpo

A primeira coisa a ser levada em conta, quando se quer um cérebro funcionando melhor, é que ele precisa ser bem alimentado e bem condicionado. Nutrição é essencial, provinda tanto da alimentação quando da irrigação sanguínea.

Independente do que se diga, que uma alimentação pobre não causa TDAH, tão pouco uma vida sedentária – o que é rigorosamente verdadeiro, tratar o TDAH começa sim por melhorar os hábitos e o estilo de vida. Fazer exercícios aeróbicos, que aumentam a vascularização cerebral, consumir alimentos que garantem um fluxo regular de energia para o cérebro, evitando montanha-russa metabólica é um pré-requisito básico.

Tratamentos combinados

É uma fantasia imaginar que, para se tratar Déficit de Atenção e Hiperatividade, basta uma pílula pela manhã. Por certo o cérebro precisa ser treinado para funcionar bem. Este é o milagre da neuroplasticidade.

O cérebro se adapta àquilo que se exige dele, se torna mais capaz de realizar, conforme é colocado diante dos desafios. Da mesma forma como um treinador prepara adequadamente um atleta de alta performance, é possível levar o cérebro a padrões de funcionamento muito superiores, caso ele seja estimulado da maneira adequada. E o melhor: tudo sem uso de medicamentos.

Um bom exemplo relacionado ao TDAH: uma criança que seja portadora de TDAH com hiperatividade e que, ao mesmo tempo, está acima do peso desde muito cedo. Também por isto, vem sendo assediada por seus colegas de sala, sendo chamada de “baleia orca” ou ‘Free Willy”. Como resultado, declara detestar a escola.

O TDAH é parte do problema, com certeza. Contudo, é incorreto esperar que o caso será bem atendido apenas baseando o tratamento em medicação psicotrópica para a desatenção ou hipertividade, como a Ritalina ou Concerta. Em resumo, este caso é um exemplo no qual uma combinação de tratamentos – medicamentoso e terapêutico podem ser combinados no tratamento.

Há pois, mais de uma alternativa para tratar o TDAH – não apenas medicamentos estimulantes. O importante entender que os problemas tem causas múltiplas. Em primeiro lugar, começar com um bom diagnóstico diferencial e um plano de tratamento amplo. Apenas assim serão levadas em conta tanto as necessidades de curto e longo prazo. E também, é claro, a possibilidade de terminar um tratamento sem perder os ganhos adquiridos.

Background

É POSSÍVEL SUPERAR

Distração, esquecimentos, agitação, desorganização, baixo desempenho…
não precisam ser para sempre. Encontre a ajuda que você necessita.

Cacilda Amorim
Cacilda Amorim – Psicoterapeuta & Coach Comportamental
Diretora do IPDA – Instituto Paulista de Déficit de Atenção
Idealizadora dos Programas Minha SuperAÇÃO