Hiperatividade – O que é ser Hiperativo?

Filho hiperativo? A Hiperatividade é um dos componentes mais conhecidos do TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Por isto, a criança hiperativa mostra um nível de atividade bem maior que outras crianças da mesma idade. Como resultado, passa a incomodar bastante as pessoas ao redor.

Hiperatividade - Problema de meninos hiperativos?
Hiperatividade e TDAH – Sempre juntos?

Se acaso a criança é agitada, se “não para quieta”, acaba tendo dificuldade em fazer coisas “importantes”: comer, dormir tranquila. Ou atender o que a professora solicita, na escola. Até mesmo brincar com os coleguinhas ou assistir TV, coisas essenciais na infância, podem ser prejudicadas pelo excesso de agitação.

Em resumo: um filho hiperativo dá muito trabalho mesmo. A criança hiperativa é um desafio gigantesco para os pais e professores.

Assim, é fácil entender porque mães e pais costumam se desesperar, diante da hiperatividade infantil. Em casa, o comportamento da criança rapidamente se transforma em fonte de stress e até mesmo brigas entre os pais.

Como resultado da forte inquietação, os pais acabam perdendo a paciência e dando broncas o tempo inteiro. Igualmente, ficam muito cansados com a necessidade de supervisão constante. Pois que já esteve perto de uma criança hiperativa sabe como é exaustivo.

Em primeiro lugar, são infinitas reclamações que podem ter efeito devatador sobre os pais. Parece não ter fim. Por onde a criança passa, perturba a tranquilidade. Na casa de parentes, na escola. Mães de coleguinhas que não convidam mais. Pais e mães exaurem, sentindo-se no limite, perdidos, sem saber para onde correr. Além de tudo, muito preocupados com o que pode estar acontecendo com a criança.

Dessa forma, a hiperatividade é classificada como um TRANSTORNO DISRUPTIVO, nos quais os sintomas externalizados são responsáveis pelas queixas mais intensas.

Em segundo lugar, está o impacto da hiperatividade e da reação das pessoas sobre a própria criança. Pois é ela quem está o tempo todo no centro das atenções negativas. Das reclamações, broncas, eventualmente até castigos. Eventualmente, até mesmo ser deixada de lado nas brincadeiras ou sofrer bullying pelos colegas.

Para saber mais

Hiperatividade – Quanto de agitação é “normal”?

Por certo as crianças mais ativas que os adultos, sem que isto represente uma hiperatividade anormal ou patológica. Entretanto, o aspecto mais crítico para o diagnóstico diferencial é a INTENSIDADE, os EXCESSOS que ela apresenta.

As manifestações podem incluir comportamentos físicos, como forte agitação e excesso de movimentos – correr, escalar, pular, batucar, mexer, falar, puxar… a lista pode ser longa. Igualmente é comum a dificuldade com AUTOCONTROLE, com o freio comportamental. Por isto a impulsividade acontece ao mesmo tempo que a hiperatividade.

O mesmo mecanismo de auto-regulação está na essência do transtorno. Falta o freio para regular o excesso de agitação, assim como para segurar o impulso.

Fala-se em hiperatividade, essencialmente, sob uma perspectiva apenas descritiva, em referência a uma criança que é bem mais agitada que as outras da mesma idade. Assim, o critério mais importante para o diagnóstico é a comparação entre o comportamento da criança, em relação a outras da mesma idade. Com isto, se consegue excluir o fator idade e maturação – quanto mais crescidas, maior a capacidade de auto-regulação e autocontrole.

O filho hiperativo pode estar fazendo birra ou mau-comportamento?

Três observações são de importância extrema. Em primeiro lugar, nem todas as crianças hiperativas sofrem de TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Por exemplo, é sabido que crianças podem ser mimadas, birrentas por questões de criação, pela maneira como foram tratadas pelos pais e familiares em seus primeiros anos. Estas crianças podem sim apresentar sintomas de hiperatividade e impulsividade, porém de maneira reativa. Como uma estratégia para chamar a atenção dos pais.

Em segundo lugar, há diversos outros transtornos neurológicos que podem afetar o desenvolvimento infantil, prejudicando direta ou indiretamente a capacidade de auto-regulação. Entre eles, certas formas de autismo ou algumas síndromes específicas tem entre seus sintomas a agitação e impulsividade.

Finalmente, em terceiro lugar, TDAH não é um transtorno que exista “sim ou não”. Há graus de hiperatividade – maior ou menor agitação, com sintomas variando entre leves a graves. Isto quer dizer, a criança pode sim ter uma dificuldade de auto-regulação, mesmo quando for “apenas um pouco mais” agitada.

Claro que os casos mais graves são mais facilmente identificados. Contudo, é importante também estar alerta aos sintomas menos intensos. Pois eles também podem comprometer o desenvolvimento social e escolar, especialmente a alfabetização e a aceitação de regras / limites, em casa e na escola.

Ou seja, caso sua criança demonstre agitação intensa e impulsividade, é recomendado procurar uma avaliação especializada, antes de tirar conclusões por conta própria.

Hiperatividade é para sempre?

A hiperatividade vem sempre acompanhada de impulsividade – são os dois lados da mesma moeda. Como não consegue controlar o impulso de fazer algo, de se mover, de mexer ou buscar, acaba exteriorizando-o no movimento. Ou seja, a impulsividade e hiperatividade estão intimamente relacionadas, como num mecanismo de retro-alimentação.

Apesar de ser um sintoma que incomoda muito, usualmente diminui com a passagem dos anos, tornando-se cada vez mais rara na passagem da adolescência para a vida adulta. O mais comum é encontrar meninos hiperativos. Em adultos, dificilmente há hiperatividade física incapacitante. Neles, a agitação mental é mais frequente, especialmente quando há também tendência a preocupações e ansiedade.

Hiperatividade e Distração – Pode haver Hiperatividade com ou sem Déficit de Atenção?

Há muita confusão entre hiperatividade, distração e déficit de atenção. A hiperatividade é um dos sintomas do TDAH. A criança distraída pode ser ou não hiperativa. Ou seja, é bem comum encontrar casos de Déficit de Atenção SEM hiperatividade.

Já hiperatividade sem distração não acontece. Quando há hiperatividade, o déficit de atenção é resultado natural. Só para exemplificar: uma criança que não para quieta, corre, pula e escala, dificilmente terá as condições pré-requisito para prestar atenção. Ou seja, direcionar o foco, fazer silêncio para escutar melhor, estar mais próxima e mais quieta.

Sob a perspectiva diagnóstica, vale lembrar são três tipos de TDAH, classificados em função dos sintomas principais. São os tipos: Desatento, Hiperativo-Impulsivo e Misto / Combinado. Para saber mais sobre os tipos de TDAH e qual poderia ser seu caso ou de sua criança, faça o teste online para TDAH Infantil do IPDA.

Quados Mistos / Combinados

Em quadros mistos, é bem comum a hiperatividade aparecer primeiro, bem cedo na infância. Nas crianças hiperativas, a distração começa de fato a ser percebida (quando existe) nos primeiros anos da alfabetização – justamente quando ela passa a ser cobrada, quando deveria apresentar uma capacidade de concentração compatível com outras crianças da mesma faixa etária.

Mesmo sendo este artigo específico sobre hiperatividade, vale a pena destacar um aspecto relevante sobre crianças pequenas que sejam apenas distraídas, não-hiperativas. Isto porque dificilmente pode-se falar em concentração quando a criança é pequena. Pedir que “se concentre”.

Fechar o foco – concentrar – é uma capacidade que crianças só desenvolvem com o tempo. O que muitas vezes acontece é, no caso das crianças não-hiperativas, que por serem elas mais tranquilas, permanecem por mais tempo numa atividade, por exemplo a brincadeira, levando os pais a concluírem que ela está “concentrada”.

Causas da Hiperatividade

É importante que as causas da hiperatividade sejam identificadas de forma correta. A falta de um bom diagnóstico diferencial pode levar a tratamentos inadequados. Saber mais sobre diagnóstico e tratamento para hiperatividade no TDAH faz toda a diferença na hora de ajudar seu filho.

Nem todas as formas de hiperatividade tem relação com déficit de atenção – TDAH. Outras causas possíveis são alterações metabólicas e hormonais, intoxicação por chumbo, complicações no parto, abuso de substâncias durante a gestação, entre outras. Problemas situacionais, como crises familiares (luto, separação dos pais e outras mudanças) podem ser traumáticas para crianças e desencadear a um quadro de hiperatividade reativa.

Todas estas possíveis causas devem ser investigadas antes de se pensar qual o melhor tratamento da hiperatividade em questão, especialmente quando se desconfia de hiperatividade em bebês.

Como diagnosticar a Hiperatividade Infantil – Crianças pequenas e bebês

Um especialista em comportamento infantil pode ajudar a distinguir entre a criança normalmente ativa e enérgica e um caso realmente hiperativo. Tenha em mente que é normal crianças pequenas correrem e brincarem, passando horas ativas e felizes, sem demonstrar qualquer cansaço.

Se a criança é muito pequena, ou mesmo um bebê hiperativo, usualmente não se faz um diagnóstico formal transtorno. Isto porque em vários casos, o próprio amadurecimento neurológico leva à redução dos sintomas.

Os pais costumam ficar aflitos em buscar um diagnóstico seguro, às vezes em crianças muito pequenas. Normalmente, isto indica que eles mesmos podem precisar de ajuda para lidar com suas inseguranças, medos e até falta de conhecimento. Veja mais sobre hiperatividade em bebês e crianças pequenas.

O que fazer em casa

Há sempre muita coisa que os pais podem fazer em casa, especialmente com crianças bem pequenas. A agitação infantil pode diminuir bastante com mudanças simples, como tornar a vida da criança mais estruturada, com hábitos e rotinas que favoreçam o desenvolvimento da auto-regulação.

Muitas crianças são agitadas porque não sabem, não conseguem se aquietar. Justamente por isto, se tornam mais irritadiças, chorosas e cansativas para os pais. Ensinar relaxamento às crianças é essencial, para a tranquilidade delas e também para a paz em casa.

A hora de dormir é um momento muito especial do dia. Os pais podem e devem aproveitar esta oportunidade para introduzir rituais de relaxamento. Com isto, ganharão uma criança mais tranquila e também fortalecerão os vínculos de afeto.

Limites e regras ajudam a controlar a hiperatividade

Ter limites e regras que funcionem é essencial. Todas as crianças gostam de “testar” os pais, o que é ainda mais frequente quando são agitadas – são inúmeros “nãos” que elas recebem, incontáveis vezes por dia. Portanto, é indispensável que os pais aprendam formas melhores de conseguir a colaboração das crianças, reduzindo as brigas e reclamações.

É certo que todos pais e mães sabem o quanto é difícil conseguir colocar regras em casa. E é ainda mais desafiador quando a criança é agitada, não para, não escuta… Isto porque, como já disse anteriormente, os próprios pais já vão dia após dia perdendo a paciência. Perdendo a própria capacidade de agir de maneira firme, porém respeitosa.

Se porventura está acontecendo com você, saiba que há várias coisas que podem ser feitas para tornar estes desafios mais manejáveis. Várias mães e pais já conseguiram resultados muito positivos com suas crianças. Você pode tentar ajuda psicológica, como terapia infantil ou orientação de pais. Pode também participar do curso online do IPDA criado especialmente para pais: “Como lidar com crianças quase impossíveis”.

Cacilda Amorim – Psicoterapeuta & Coach Comportamental
Diretora do IPDA – Instituto Paulista de Déficit de Atenção
Idealizadora dos Programas Minha SuperAÇÃO
PRECISANDO AJUDA COM SUA CRIANÇA?

Como lidar com crianças “quase” impossíveis

Curso do IPDA – Instituto Paulista de Déficit de Atenção especialmente desenvolvido para mães, pais e familiares que precisam melhorar o comportamnento das suas crianças. Indicado para crianças hiperativas, distraídas, desobedientes, birrentas, com problemas escolares e TOD – Transtorno Opositivo Desafiador.





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