RITALINA PARA TDAH (METILFENIDATO)

O REMÉDIO MAIS USADO PARA TDAH

Ritalina (Metilfenidato): Remédio para TDAH – Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade

Ritalina - Metilfenidato para TDAH
A Ritalina é um remédio que serve para tratar TDAH – Déficit de Atenção e Hiperatividade. É um psicoestimulante do sistema nervoso central, que tem como princípio ativo o Metilfenidato. A Ritalina pertence à família das anfetaminas, que são medicamentos estimulantes mentais. Por isto, é usada para aumentar a concentração, a velocidade mental e capacidade de execução. Justamente por este motivo, é usada no tratamento de distúrbios de atenção – TDAH / Hiperatividade.

A dúvida mais comum quando alguém tem suspeita de Déficit de Atenção / TDAH, ou quando se acaba de ter um diagnóstico é: Vou precisar tomar remédio? Será Ritalina ou o que? Além disso: Preciso mesmo? Ritalina vicia? Tem efeitos colaterais? Finalmente, Ritalina é para sempre?

Com efeito, são cada vez mais intensas são as críticas ao uso indiscriminado de psicoestimulantes, que já alcançam um aumento de mais de 1.000% de aumento no Brasil. Esta explosão de prescrições envolve especialmente a Ritalina e Venvanse, usados tanto por adultos quanto crianças. Atualmente, o Brasil é segundo pais que mais consome Ritalina no mundo. Além disso, o consumo por não-portadores de TDAH, vendas ilegais pela Internet e uso sem receita por estudantes ou para melhorar o desempenho no trabalho já assumiram proporções muito assustadoras.

10 Perguntas e Respostas sobre RITALINA

1. O que é - Para que serve a Ritalina?

A Ritalina é usada como estimulante, para aumentar a concentração, velocidade mental e foco. Também para diminuir a agitação e a sonolência. No Brasil, Ritalina é o remédio mais conhecido para o TDAH. Com a finalidade de tratar tanto Déficit de Atenção como para a Hiperatividade.

Sua substância ativa é o Metilfenidato, um tipo de anfetamina. Todas as anfetaminas tem forte ação estimulante. Dessa forma, causam euforia, alta de energia, sensação de grande capacidade de execução. Igualmente tiram a fome e o sono, deixando a pessoa “pilhada”.

Para quem tem TDAH, a ação psicoestimulante atua sobre as áreas cerebrais prejudicadas pelo TDAH, normalizando suas funções durante o período de ação da droga. Pois, como todos os psicoestimulantes, seu efeito dura apenas pelo tempo em que a droga estiver agindo no corpo, que é entre 4 a 8 horas, dependendo do tipo da formulação (ver abaixo).

2. Como usar a Ritalina?

Ritalina é comercializada de duas maneiras. Em primeiro lugar, há a opção de comprimidos de ação rápida, que é a Ritalina 10mg. Ou então as formulações LA – Longo Alcance, nas dosagens de 20mg e 40mg. A saber, a dosagem exata para cada pessoa somente pode ser estabelecida pelo médico, que é o único profissional que pode prescrever medicamentos.

De um modo geral, crianças iniciam com Ritalina de 10mg, que pode ser fracionada. Assim, a dose pode ser aumentada lentamente. Eventualmente, chegam a tomar dois comprimidos por dia, um pela manhã e outro no almoço. Crianças maiores podem ser orientadas a tomar a LA, pela comodidade de apenas um comprimido por dia. Porém, há a dificuldade em engolir, devido ao tamanho.

Com adultos, há médicos que iniciam com a Ritalina de 10mg fracionada ou diretamente com a LA (de Longo Alcance) na dosagem mais baixa, de 20mg. Afinal, o cuidado é sempre voltado a minimizar os efeitos colaterais, mais prováveis e intensos na fase de adaptação ao remédio.

3. Quanto tempo dura o efeito

A duração varia com o tipo de formulação. Ritalina 10mg dura de 2 horas e meia a 4 horas no máximo. Na média, as pessoas relatam efeito em torno de 3 horas. A LA – Longo Alcance dura 5-8 horas. Caso leia a bula, verá nela durações mais longas. Contudo, os relatos dos usuários são sempre inferiores aos apresentados na bula.

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4. Dosagem máxima

Para crianças, é de 60mg diárias e 80mg para adultos, segundo a bula. Dosagens maiores podem causar efeitos colaterais sérios. Portanto, é indispensável cuidado para não deixar os comprimidos ao alcance das crianças.

5. Como comprar Ritalina

A Ritalina somente pode ser comprada com receita médica AMARELA, de retenção obrigatória. No SUS, pode ser encontrada gratuitamente. Em farmácias particulares, o preço varia dependendo da dosagem. As formulações LA são sempre mais caras.

6. Efeitos colaterais da Ritalina

Como qualquer psicoestimulante, a Ritalina pode causar diversos efeitos colaterais. Os mais importantes são dor de cabeça, taquicardia, olhos e boca seca, tensão muscular, perda de apetite, náusea, nervosismo, insônia, tonturas e irritabilidade. Outros efeitos podem ser reações alérgicas, febre ou desmaios. Especialmente em crianças, a diminuição do apetite pode causar alteração de crescimento.

7. Tolerância e dependência

Igualmente, como qualquer psicoestimulante, a Ritalina pode causar dependência física e psíquica. Justamente por isto, é importante que seja usada apenas com acompanhamento médico, dentro das dosagens prescritas.

Possivelmente você terá lido muitas coisas sobre dependência e tolerância (ou ainda lerá). De fato, se parar de tomar abruptamente, não terá uma síndrome de abstinência, como a observada com outras drogas, por exemplo, heroína, morfina ou até mesmo álcool e cocaína. Ainda assim, pode haver a dependência pelo bem-estar, pela euforia que a Ritalina traz e que vai embora quando passa o efeito. Basta querer tomar novamente para sentir-se bem, está aí o risco da dependência.

8. Contra-indicações: Quem não pode usar

Em primeiro lugar, como para todo e qualquer remédio, a Ritalina é contra-indicada para pessoas que tenham hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula.

Além disso, não pode ser usada por pessoas com problemas cardíacos significativos, como hipertensão grave, angina e outras doenças do coração. Quem tem ansiedade deverá usar com extrema cautela, informando isso ao médico antes do uso. Pois o uso indiscriminado poderá detonar uma crise de pânico ou um surto ansioso.

9. Tratar o TDAH com Ritalina dá bons resultados?

Frequentemente os tratamentos exclusivamente baseados em medicação, mesmo que tragam efeitos positivos de curto prazo, no médio e longo prazo se mostram insuficientes para atender às necessidades, especialmente com organização, planejamento, cumprimento de prazos, auto-controle, equilíbrio emocional, capacidade de relacionamentos, entre outros. A propósito, existe uma expressão muito usada neste contexto: “Pilulas não ensinam habilidades”.

Seja como for, o cuidado com tratamentos integrativos e sustentados é especialmente verdadeiro no caso de crianças que são diagnosticadas após 10 ou 11 anos de idade ou adultos, que descobrem o TDAH posteriormente. No caso das crianças, devido à distração ou hiperatividade próprias do TDAH, tiveram seu processo de alfabetização comprometido, bem como os primeiros desenvolvimentos do raciocínio lógico-matemático e das capacidades mais incipientes de organização e realização de tarefas. Para os adultos, são anos e anos perdidos, em que bons hábitos, estratégias e padrões comportamentais deixaram de ser consolidados.

10. Ritalina funciona para estudar melhor?

Estudantes e concurseiros consomem frequentemente Ritalina para aumentar a concentração, memória e diminuir o cansaço. Assim sendo, usam para virar noites estudando, especialmente em vésperas de provas. Embora a Ritalina tenha efeitos positivos em pacientes com TDAH, não há comprovação que ela melhore a aprendizagem em pessoas saudáveis.

Por certo, o que a Ritalina faz com as pessoas normais é atuar como uma droga psicoestimulante – o que ela de fato é. Por isso as pessoas tomam. Ela aumenta a energia, tira o sono, aumenta o foco. Como resultado, a pessoa realmente consegue passar a noite em claro. Eventualmente no dia seguinte ela realmente lembra do que estudou e consigue ir bem na prova. Entretando, no médio prazo, estas memórias irão desaparecer.

Um dos maiores problemas de usar a Ritalina dessa maneira, sem indicação médica, é o risco de efeitos colaterais graves. Pois como a pessoa não foi avaliada, como a compra é feita em sites clandestinos ou distribuída entre “amigos”, a possibilidade de se ter alguma contra-indicação desconhecida é real. Só para ilustrar, há o risco real, de detonar uma crise de pânico, um quadro psicótico com mania de perseguição, irritabilidade e nervosismo, crise de hipertensão, entre outros riscos sérios.

Como melhorar a concentração, FOCO e estudo?

Durante o efeito da medicação psicoestimulante, a mudança é positiva. Mas tudo tem seu limite e o efeito acaba logo. Portanto, passado o efeito, a situação da pessoa volta a ser exatamente como era antes. Nesse sentido, para quem tem TDAH – que é um transtorno de longo prazo – são recomendados tratamentos que tenham efeitos mais duradouros, melhorando a atenção, concentração, memória e foco de maneira permanente.

Por que a medicação tem efeitos limitados? Ora, habilidades, competências, hábitos e padrões comportamentais são desenvolvidos ao longo dos anos, por processos de aprendizagem e treinamentos (conscientes ou não). Como resultado das alterações do TDAH, esta aprendizagem – especialmente durante a infância – é comprometida. No momento em que se introduz a medicação, a capacidade de controle do foco da atenção e outras funções executivas melhoram. Isto, porém, não é suficiente para desenvolver todas as habilidades necessárias nem construir novos hábitos e formas de agir.

Neste caso, um tratamento exclusivamente medicamentoso auxilia a minimizar os sintomas do curto prazo – por exemplo, facilitando assim os períodos em sala de aula e reduzindo as queixas da escola ou no trabalho. Contudo, não consegue garantir os igualmente necessários ganhos de longo prazo. No caso do desenvolvimento escolar, o próprio aproveitamento já sofre os efeitos do déficit de conteúdos e competências. Assim, é fundamental entender as necessidades envolvidas e certificar-se que o plano de tratamento levou-as em conta.

Cacilda Amorim

Cacilda Amorim - Psicoterapeuta e Coach Comportamental

Diretora do IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção

CRP 06/61710

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Referência em TDAH desde 2004

Clinica especializada em TDAH – Déficit de Atenção. Referência em diagnóstico, tratamentos e cursos para portadores, familiares e profissionais. Transtornos isolados ou em comorbidades: Ansiedade, depressão,stress crônico, agressividade e impulsividade. Problemas profissionais, estudo / aprendizagem e relacionamentos.