Falta de atenção, problemas de memória – Por que acontecem tanto?

Déficit de Atenção Tipo Desatento

Falta de atenção, problemas de memória, não reter as informações, esquecer o que estuda. O TDAH – Déficit de Atenção pode causar tudo isto. 

Falta de atenção, problemas de memória e desatenção

TDAH prejudica a memória

Efeito do TDAH – Falta de atenção e problemas de memória

Memória é um assunto que interessa a todos – lembrar bem, especialmente detalhes, faz toda a diferença, seja nos estudos ou na vida pessoal. Quem é distraído sabe, intuitivamente, que a memória fica prejudicada. Logo vem a falta de atenção… Enfim, esquecer é fácil esquecer, logo vem a sensação chata que a informação simplesmente desapareceu…

O TDAH é um transtorno neurobiológico, que pode ter impacto profundo sobre a capacidade de atenção concentrada, sustentação do foco e, claro, da formação e recuperação de memórias. Por este motivo, tantas pessoas com Déficit de Atenção reclamam de falta de atenção ou problemas de memória.

Em primeiro lugar, é preciso entender a relação entre formação de memórias e atenção. É certo que as memórias dependem da atenção para serem bem formadas, para se consolidarem firmemente. Como resultado, num momento futuro estarão prontas a serem recuperadas. Em outras palavras, a pessoa será capaz de “lembrar”.

Formação e recuperação das memórias

A formação de memórias duradouras se dá em duas etapas. A primeira etapa depende da ativação da memória operacional – memória de curto prazo, que é bastante volátil e transitória. Esta memória de curto prazo depende diretamente da concentração – fechar o foco da atenção sobre o estímulo, aquilo que será posteriormente lembrado.

Posto que a atenção concentrada é essencial para esta primeira etapa, se há algum grau de falta de atenção, mesmo que seja leve ou passageiro, a consolidação será prejudicada.

A segunda etapa envolve a passagem da memória de curto prazo para memórias de longo prazo e é menos dependente da atenção.

Se por acaso não se consegue prestar atenção ao que está acontecendo, dificilmente uma memória irá se formar. Algumas pessoas supõem que “não conseguir lembrar” é um problema de recuperar uma memória, algo que estaria “na cabeça”. Pode não ser assim. Se a pessoa estava desatenta, com falta de atenção, a memória sequer chegou a ser formada. Portanto, não há o que lembrar.

Problema de memória ou simples falta de conhecimento

Lembrar de algo é sinônimo de recuperar uma memória consolidada. Para lembrar, antes de mais nada é preciso ter algo já consolidado, que possa ser recuperado. Por exemplo, o conhecimento de uma data de nascimento de alguém. Se você não souber, não se trata de um problema de memória – será simplesmente falta de conhecimento.

Por outro lado, não tiver prestado atenção no momento em que alguém te disse a data, também não haverá recuperação. A memória não terá sido formada. É como se o fato não tivesse ocorrido para a pessoa. Assim como a falta de conhecimento, não haverá o que lembrar. Não adianta por a culpa nela, pois não é nem nunca será um “problema de memória”.

É possível também ter existido atenção ao estímulo, ao momento da apresentação da informação. Mas, ainda assim, haver dificuldade de recuperação. Por certo, é uma queixa comum referente ao estudo, tanto na escola regular, para concursos ou temas profissionais.

As três etapas para formação de Memória

A consolidação das memórias de longo prazo dependem de três fatores. Em primeiro lugar, de suficiente atenção concentrada e escopo de memória de curto prazo. Em segundo lugar, de boa consolidação destas memórias. Finalmente, em terceiro lugar, de estratégias de recuperação das memórias armazenadas.

Consolidação das memórias

A fase de consolidação corresponde à passagem da lembrança de curto prazo para algo que poderá ser relembrado num futuro distante. Por exemplo, estudar hoje um conteúdo de direito administrativo e relembrar no dia da prova do concurso. Isto porque a consolidação depende de fatores orgânicos, cerebrais e também de estratégias comportamentais.

Para a consolidação, é indispensável a participação de uma área cerebral denominada hipocampo. Há diversos processos fisiológicos que ocorrem em grande parte durante o sono. Pois é durante o sono que as redes neurais são ativadas e fortalecidas. Em resumo, o sono é essencial para a área cerebral responsável pelas lembranças.

Além do sono, a consolidação das memórias depende da quantidade de repetições. Só para ilustrar usando um tema que interessa a todos: o estudo.

As revisões sistemáticas dos conteúdos são profundamente importantes para fortalecer as cada vez mais as conexões neurais. Isto porque, sem revisões, as conexões até começam a se formar. Contudo, como inicialmente são ainda muito frágeis, elas acabam por desaparecer. É como aquele conteúdo não tivesse sido estudado. Justamente por isso se fala tanto da importância em estudar da maneira correta. Tudo depende da estratégia empregada. A menos que se estude “certo”, todo o esforço será desperdiçado.

Recuperação das memórias

A recuperação das memórias (conseguir lembrar) é a fase final e também a de maior interesse. Afinal, ela sintetiza o que chamamos de capacidade de lembrar. Segundo dito no item acima, tal recuperação somente é possível se houver memórias bem consolidadas. Quer dizer, se a captação da informação e sua consolidação tiverem sido suficientes.

A recuperação – o ato de “lembrar” é tão mais fácil, mais fluente, conforme se conhece mais sobre um assunto. Isto porque as redes neurais que se formam na etapa de consolidação são altamente interligadas, o que facilita muito a recuperação.

Justamente por este motivo quem conhece muito sobre um assunto parece lembrar muito mais fácil. Não é apenas um efeito de “ter mais memória”. Como os componentes do conteúdo são todos interligados, é como se houvessem muitos caminhos para chegar a um mesmo local. Desta forma, a recuperação é facilitada: é possível alcançar mais rapidamente e com bem menos esforço aquilo que se quer lembrar.

Esquecimento dos conteúdos de estudo – Concursos públicos e pós-graduação

Para o cérebro, é sempre mais fácil aprender atividades práticas, coisas que possam ser executadas, que envolvam atos físicos (como montar equipamentos, cozinhar ou dirigir).

Infelizmente, para aqueles que estudam, o cérebro tem uma dificuldade surpreendentemente maior em formar memórias envolvendo conteúdos lingüísticos. Por exemplo, memórias que dependam fortemente de palavras, de conteúdos abstratos e detalhes muito específicos. Ora, é exatamente este o tipo de conteúdo exigido de quem estuda para concurso. Igualmente para quem precisa fazer uma pós-graduação para avançar na carreira. A propósito, são eles quem mais sofrem com a falta de atenção.

Tais informações linguísticas exigem maior atenção e capacidade de memória de curto prazo. Ainda mais, muitas e muitas repetições até que possam ser consolidadas.

Em paralelo, outros fatores devem ser levados em conta por quem estuda para concursos ou faz uma pós-graduação.

Este tipo de estudo demanda muita leitura, uma atividade muito custosa para a maior parte das pessoas. Para conseguir uma leitura eficaz, é preciso ter a tranquilidade mental para focar a atenção por um bom tempo. Sobretudo conhecimento suficiente do vocabulário empregado e pelo menos algum grau de conhecimento sobre o assunto que se estuda.

A quantidade de conhecimento anterior é um ponto crítico, pois interfere muito na facilidade da consolidação e recuperação. Quando se está iniciando um certo tema, falta uma base que possa auxiliar, que possa dar sentido e facilitar a compreensão.

Será que você está nesta situação? Uma dica: quando “não tem idéia do que se trata”. Igualmente, quando parece que entende porém logo em seguida tudo simplesmente desaparece da cabeça.

Ladrões de memórias

Cansaço, stress, poucas horas de sono são ladrões de memórias. Estudar é sempre mais simples quando somos jovens, quando fazemos apenas isto, quando não temos outras preocupações.

Bem diferente de quem trabalha o dia todo e precisa cavar momentos esparsos no meio do dia para “uma estudadinha”, estudar à noite ou aos finais de semana, em meio a tantas outras coisas da vida que também precisam ser feitas.

TDAH, comorbidades e os problemas de memória

Há vários outros fatores que interferem com a formação e consolidação de memórias. Um dos mais famosos é o TDAH – Déficit de Atenção. Ansiedade, depressão e stress crônico tem igualmente grande potencial para originar problemas de memória e, por tabela, dificultar o estudo.

O TDAH leva à falta de atenção, assim como a ansiedade. Além disto, a ansiedade intensifica a angústia e os medos. Portanto, os pensamentos negativistas estão prontos para exercer seu papel de atração sobre o foco. Isso mesmo. O foco da atenção é literalmente “capturado” quando a ansiedade é intensa.

A depressão afeta mais a fase de consolidação, tornando pouco produtivo o esforço das horas de estudo. O stress crônico deixa a pessoa mais irritadiça, cansada e impulsiva, além de diminuir a capacidade de foco e de consolidação.

O que fazer para ter uma memória melhor?

Talvez você tenha percebido problemas de memória ou falta de atenção. Talvez desconfie que pode ter um problema mais sério. Se for seu caso, melhor consultar um especialista. Quando se sofre com um transtorno, seja qual for, dificilmente se consegue superar apenas por conta própria.

Para além de tratamentos específicos, a boa notícia é que o cérebro é extremamente sensível e responde muito bem a treinamentos e mudanças de estilo de vida. Pensar na nutrição cerebral como essencial para a excelência é o primeiro passo. Há muitos suplementos e vitaminas que podem complementar a mudança na alimentação. De fato, para o cérebro render melhor, ele precisa de combustível da melhor qualidade.

Treinamentos mentais para alta performance, na linha de Brain Fitness, são indispensáveis. A memória operacional, capacidade de concentração e velocidade mental respondem muito bem a treinamentos específicos. Outros recursos são também eficazes, como Brain Entrainment (Estimulação Cerebral) e Meditação de Atenção Plena.

Se seu objetivo é passar em concurso, precisa também melhorar sua maneira de estudar. Não importa tanto a quantidade de horas de estudo, elas podem facilmente se transformar em esforço sem resultados, se você não usar as estratégias mais eficazes para tirar o melhor do seu cérebro.

Background

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TDAH, comorbidades e os problemas de memória

Há vários outros fatores que interferem com a formação e consolidação de memórias além do TDAH – Déficit de AtençãoAnsiedadedepressãostress crônico tem igualmente grande potencial para prejudicar as memórias e, por tabela, um estudo satisfatório.

O TDAH prejudica a concentração, assim como a ansiedade. Além disto, a ansiedade intensifica a angústia e os medos, com pensamentos negativistas que facilmente capturam o foco da atenção. A depressão afeta mais a fase de consolidação, tornando pouco produtivo o esforço das horas de estudo. O stress crônico deixa a pessoa mais irritadiça, cansada e impulsiva, além de diminuir a capacidade de foco e de consolidação.

O que fazer para ter uma memória melhor?

Se você tem percebido problemas importantes em memória ou concentração e desconfia que pode ter um problema mais sério, procure um especialista. Quando se sofre com um transtorno, dificilmente se consegue superar apenas por conta própria.

Para além de tratamentos específicos, a boa notícia é que o cérebro é extremamente sensível e responde muito bem a treinamentos e mudanças de estilo de vida. Pensar na nutrição cerebral como essencial para a excelência é o primeiro passo. Há muitos suplementos e vitaminas que podem complementar a mudança na alimentação. Para o cérebro render melhor, ele precisa de combustível da melhor qualidade.

Treinamentos mentais para alta performance, na linha de Brain Fitness, são indispensáveis. A memória operacional, capacidade de concentração e velocidade mental respondem muito bem a treinamentos específicos. Outros recursos são também eficazes, como Brain Entrainment (Estimulação Cerebral) e Meditação de Atenção Plena.

Se seu objetivo é passar em concurso, precisa também melhorar sua maneira de estudar. Não importa tanto a quantidade de horas de estudo, elas podem facilmente se transformar em esforço sem resultados, se você não usar as estratégias mais eficazes para tirar o melhor do seu cérebro.

Cacilda Amorim – Psicoterapeuta & Coach Comportamental
Diretora do IPDA – Instituto Paulista de Déficit de Atenção
Idealizadora dos Programas Minha SuperAÇÃO