Realizar, fazer acontecer. Meu maior problema!

Comecei meu tratamento, minha terapia, por problemas no meu trabalho. Não conseguia realizar. Minha vida profissional estava muito parada, nada do que eu fazia ou tentava dava certo. Eu não tinha êxito em realizar uma atividade profissional legal, que eu pudesse conciliar com os meus talentos, realização pessoal e sustento financeiro. Com 34 anos, ainda morava com os meus pais, o que me fazia sentir até mesmo envergonhada.

Eu achei que tinha TDAH, déficit de atenção, porque não conseguia focar em nada, passava de uma área para outra, sempre a cabeça a milhão, muitas idéias (eu sou muito criativa kkkk). Todo mundo dizia que eu era boa, que tinha talento, mas o tempo passava e nada de conseguir uma coisa grande, boa o suficiente. Especialmente em recompensa financeira, porque eu preciso muito de independência.

Então, a terapia era focada no meu trabalho, na insatisfação com a vida profissional. Apesar disto, acabei descobrindo coisas ao meu respeito que foram essenciais, também reforçou outras que eu já tinha idéia.

Neste tempo durante o tratamento descobri meu ponto fraco: fazer, realizar

Ficou clara a dificuldade que tenho em colocar em prática ações que me farão chegar até meus objetivos sem desistir no meio do caminho. Era o que eu fazia… deixava tudo o que começava para trás ou para depois, sempre para iniciar algo novo, que me parecia mais atraente, vantajoso, estimulante e recompensador.

Ou seja, começar, eu até começava. Mas até chegar a realizar, a coisa mudava de figura.

Pude identificar as causas e efeitos do meu problema. As causas, diria, são variadas… Perda da autoestima, insegurança, auto-sabotagem. Agora tenho claro que são coisas, jeitos de pensar altamente traiçoeiros, já que iniciam um ciclo de “negatividade” e de auto-sabotagem, onde era eu mesma a produzir os piores obstáculos na minha vida pessoal e profissional.

Ou seja, as causas e efeitos se confundem e acabam gerando um efeito cascata de auto-sabotagem. Esta insegurança era inconsciente, hoje eu entendo que não faz diferença ser consciente ou não. O fato é que eu acabava fazendo tudo ao contrário do que eu precisava fazer. Por isto não conseguia realizar, ou realizava tão pouco.

  • ** Escolhia caminhos não adequados ao meu perfil, aliás eu nem mesmo sabia qual era o “meu perfil”.
  • ** Ficava procurando desculpas,as mais variadas, para não agir.
  • ** Ficava procurando explicações sem fim para “por que eu sou assim”, ao invés de simplesmente partir para a ação.
  • ** Ficava paralisada quando devia tomar atitudes.
  • ** Pensava e ficar repetindo o tempo todo “eu não consigo”.
  • ** Desistia no meio do caminho, por cansaço, frustração, por achar que estava longe demais, ou por achar que tive uma ideia melhor, aquela que iria mudar minha vida de vez.
  • ** Não valorizava a mim mesma ou ao meu trabalho. Como dizia a Dra. Cacilda: “Quando dá certo é por sorte, quando dá errado é culpa minha”, era assim mesmo que eu pensava.
  • ** Ficava o tempo inteiro me comparando com as outras pessoas, vendo perfis do Facebook enquanto deveria estar trabalhando, tendo inveja e me culpando por isto.

Estou na terapia há uns oito meses, é engraçado porque é fácil e difícil ao mesmo tempo. Agora eu vejo que tem muito caminho pela frente, que não adianta querer terapia rápida. Tem dias que ainda fico pior, especialmente quando alguém conseguiu alguma coisa legal, teve mais sucesso, coisa de inveja mesmo que me deixa com vergonha e triste, pois eu sinto como mesquinharia. Mas aos trancos e barrancos, uns dias mais firme outros nem tanto, estou seguindo adiante. Na verdade, acho que continuo porque agora chegou a hora, não dava mais para continuar daquele jeito.

** A.C.V., de 34 anos, formada em Direito e trabalha com Direito Empresarial. Em terapia no Instituto Paulista de Déficit de Atenção.

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