Autocontrole e Impulsividade no TDAH

Por que é tão difícil?

Autocontrole é um sinal de maturidade. A capacidade de pensar antes de fazer, equilibrar as emoções, se colocar no lugar do outro. Contudo, transtornos psíquicos como TDAH e ansiedade podem impedir o autocontrole.

TDAH, Impulsividade e Auto-Controle

TDAH, Impulsividade e Auto-Controle

Como se desenvolve o Autocontrole – Cérebro em construção

Desenvolver autocontrole, assim como tolerância à frustração são dois dos maiores desafios do nosso processo de amadurecimento. Acima de tudo, autocontrole é a base da vida em sociedade. Em outras palavras, é a linha que separa a humanidade da animalidade.

Só nos tornamos adultos completos quando vencemos estes desafios. Sem dúvida, todos temos dificuldade com autocontrole e tolerância à frustração, em um momento ou outro. Por certo, qualquer um já passou por um dia de fúria ou perdeu a cabeça. Só que, para quem sofre com TDAH, estas dificuldades são constantes.

Autocontrole sobre a impulsividade, capacidade de esperar, pensar antes de fazer. Ou então deixar para depois alguma coisa que se quer muito. De fato, não são competências com que nascemos. Em contraste com respirar, enxergar ou escutar, autocontrole vai se fortalecendo enquanto crescemos. Ele se forma da massa complexa de interações com as pessoas, como resultado das consequências diretas de tudo o que nos acontece.

Antes de tudo, existe a criança e seu cérebro em desenvolvimento. Bem cedo, as áreas que futuramente modularão os impulsos não estão formadas. Certamente existe o potencial, contudo ainda não entrou em ação o motor da transformação: as limitações, demandas e exigências do mundo externo.

Será nesta complexa dinâmica entre a estrutura cerebral, a personalidade individual e as circunstâncias específicas que se dará o amadurecimento. Por analogia com uma planta, a semente dependerá de nutrientes do solo para florescer.

Regras e limites: Onde a auto-regulação é moldada

Antes que possa se auto-controlar, a criança precisará experimentar regras e limites. Isto começa bem cedo na vida. No momento em que, pela primeira vez, ela precisa esperar, se segurar. Pois a mamadeira não vem sempre que ela chora (mas virá adiante). Seja como for, não será aceitável fazer xixi no chão da sala – precisará segurar e correr até o banheiro.

Apesar da dificuldade e das frustrações, com o tempo ela aprender que não dá para ter nem fazer tudo o que quer, na mesma hora. Esta aprendizagem é primordial para o desenvolvimento infantil seguir de maneira saudável.

Com efeito, o papel que o ambiente ao redor exerce (note que os pais são a parte mais importante do ambiente dos filhos) é fundamental. Como resultado, ela vai pouco a pouco aprendendo, tornando-se capaz. De se segurar, esperar, perceber o momento adequado para uma ou outra forma de se expressar.

Só para exemplificar, imaginemos uma criança na escola, que é empurrada com frequência por um mesmo coleguinha. Ser empurrada é uma agressão, que tende a evocar a mesma atitude – empurrar de volta. Contudo, mesmo que a criança empurrada esteja certa, apenas agindo para se defender, este comportamento é normalmente repreendido na escola, pelas professoras ou assistentes.

É comum encontrar crianças que somente revidam quando não há nenhum adulto olhando – ou seja, são capazes de controlar o impulso e esperar um momento em que não serão punidas, mesmo se estiver “morrendo” de raiva.

Autocontrole é prejudicado no TDAH

Em contrapartida, a criança com TDAH tende a reagir de forma automática e impulsiva, caso seja agredida. O substrato orgânico típico do TDAH – Déficit de Atenção e/ou Hiperatividade / Impulsividade é marcado por alterações nas áreas e funções responsáveis pela auto-regulação, a saber as Funções Executivas.

No TDAH, os mecanismos de “freio comportamental” usualmente estão menos desenvolvidos, se comparados a pessoas de idade similar. Como resultado, se nota forte sensibilidade ao momento presente, bem como menor sensibilidade a tudo que esteja mais adiante no tempo.

Por isso a criança não liga para a bronca. Não pensa antes de fazer. Para ela, a imersão no presente é extremamente intensa. Ao passo que críticas ou punições estão fora do radar, dessa forma aumentando a probabilidade de reagir sem pensar.

Além disso, como a reação é usualmente imediata, independente de quem estiver por perto, por fim acabará sendo “pega” em situações recorrentes – seja de agressividade ou transgressão. Ao final, encontramos o triste cenário no qual, anos adiante, temos um adulto rotulado de impulsivo, inconsequente, agressivo, imaturo ou egoísta.

Cacilda Amorim – Psicoterapeuta & Coach Comportamental
Diretora do IPDA – Instituto Paulista de Déficit de Atenção
Idealizadora dos Programas Minha SuperAÇÃO
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