Instituto Paulista de
Déficit de Atenção

A busca pelo "Dopping Cognitivo"


Psicoestimulantes tem sido usados por pessoas normais, que não tem TDAH, como "pílula da inteligência", para aumentar o desempenho no estudo ou no trabalho. A Ritalina é a droga mais comum, recentemente o Venvanse também tem sido muito procurado.

São quatro situações bem típicas: jovens do ensino médio ou em cursinhos pré-vestibular, adultos que estudam para concursos, profissionais quem tem desempenho profissional abaixo do esperado ou desejado e quem faz uso recreativo. As três primeiras tem muito em comum: a necessidade maior capacidade de concentração no estudo ou em tarefas mentalmente exigentes e a identificação ou auto-diagnóstico de Déficit de Atenção.


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Estudantes de ensino médio e cursinhos pré-vestibular

É bem comum alunos estudarem de forma irregular, pouco frequente e basicamente antes das provas - "ralar" antes das provas, virando a noite. Isto costuma funcionar bem, especialmente para os mais inteligentes e com boa capacidade de se expressar - ainda mais em provas escritas. Tenho ouvido muitos relatos como "nunca precisei estudar muito, mesmo assim conseguia ir mais ou menos".

Esse sucesso é em grande parte baseado na memória "decorativa", aquela que consegue registrar uma quantidade não tão grande de informação, até que seja repetida no dia seguinte. Todos que já estudaram de véspera sabem que, em poucos dias, o que foi estudado simplesmente desaparece. Não se trata de um problema de memória, em hipótese alguma. É apenas um efeito esperado de como a memória funciona. Não ocorreu uma retenção adequada, a consolidação necessária do conhecimento. Assim, o que foi estudado será mesmo esquecido.

Estudar apenas antes das provas pode sim ser suficiente para ser aprovado, porém apenas quando o grau de exigência é baixo. A partir do ensino médio, a complexidade aumenta. Não dá mais apenas para dar "uma lida" na matéria. Daí, serão mais horas, mais e mais concentradas. Vários alunos argumentaram comigo que precisam estudar antes das provas, do contrário esqueceriam tudo. Estes estudantes sofrem de um grande déficit - não de atenção, mas sim ausência de bons hábitos de estudo (claro, alguém pode ter Déficit de Atenção, ao mesmo tempo ausência de hábitos de estudo).

Conforme os anos passam - pode ser durante o ensino médio ou na luta por uma vaga em faculdade pública, a dificuldade cada vez maior de manter o padrão do estudo de véspera acaba levando o jovem a usar psicoestimulantes. Torna-se necessário suportar um esforço intelectual extremo, de muitas horas, de modo a compensar a ausência do estudo regular.


Concurseiros - Concursos Públicos

Quem estuda para concurso público sabe como é exaustivo. Quantidades imensas de conteúdo em editais gigantescos. Para completar, boa parte daqueles que buscam esta saída profissional não teve a oportunidade de desenvolver bons hábitos de estudo anteriormente. Ou seja, para muitos, é a primeira experiência de estudo intensivo. Há casos em que a pessoa trabalha e quer aproveitar tempo vago no próprio trabalho para estudar; ou há somente a noite para isto. Alguns outros resolveram dedicar-se apenas ao estudo por algum tempo (às vezes, alguns anos).

A expectativa de render mais é bem intensa, usualmente acompanhada de grande cansaço, expectativas elevadas por parte dos familiares, ansiedade com a passagem do tempo "quanto tempo levará até conseguir passar", além dos receios e inseguranças. Eu já acompanhei vários casos que chegaram até mesmo a uma condição extrema de esgotamento, conhecida como Síndrome de Burnout. Para a maior parte dos concurseiros, a aprovação representa a conquista de uma nova vida, o que torna o estudo parte essencial do dia-a-dia. Assim, vencer o cansaço, os adiamentos, melhorar a concentração e os resultados é muito crítico.

Neste contexto, fala-se muito em psicoestimulantes. É só acompanhar fóruns, grupos ou páginas relacionadas. Muita gente querendo saber mais, querendo usar. Alguns com receio, outros dando até mesmo a receita.


Pressões do Mercado de Trabalho

Adultos que enfrentam as pressões do mercado de trabalho também fazem parte do grupo de não-portadores de déficit de atenção e que, apesar disto. consomem psicoestimulantes. Enfrentam uma carga de trabalho muito elevada, risco permanente de afastamento ou perda de oportunidades caso não alcancem as metas, além da crença fantasiosa que a multi-tarefa é dever de todos. Assim, acabam sobrecarregando seus sistemas cognitivos, a ponto de desencadear uma crise de Burnout, também conhecido como Síndrome do Esgotamento.

Considerando a dificuldade em manter o foco em situações repletas de distrações, a pressão por produtividade, a exigência da multitarefa e exposição a níveis crônicos de stress, ao lado dos prejuízos que estes fatores causam ao bom funcionamento cognitivo, não é de surpreender que muitos adultos se auto-diagnostiquem como portadores de TDAH.


Na balada

No caso de uso recreativo, a prevenção e combate deve seguir a mesma linha de outras drogas com potencial para abuso.A facilidade com que se consegue comprar estes psicoestimulantes sem receita médica é impressionante e, ao mesmo tempo, assustadora. Basta acesso a internet e conhecimento básico sobre como usar o Google. Há inúmeros fornecedores, que garantem até mesmo entrega a domicílio.


Dopping Cognitivo - Dá resultado?

Sim e não. Pelo sim, o psicoestimulante leva ao aumento geral dos níveis de energia - diminui o cansaço, facilitando permanecer mais horas estudando. Especialmente no início, traz uma forte sensação de euforia - ainda mais forte quando a pessoa não tem Déficit de Atenção - e sensação de ser capaz de conseguir "tudo".

O aumento na capacidade de concentração - por quanto tempo permaneço estudando - também aumenta, porém depende bastante do caso. Ter maior capacidade de concentração ainda não significa que a pessoa vai, de fato, conseguir render mais no estudo. A capacidade de compreensão e retenção de longo prazo continuam como eram - o remédio não interfere, não faz com que elas aumentem.

Alguns estudos compararam adultos, em tarefas com e sem medicação psicoestimulante. Com medicação, o tempo na tarefa aumentou, porém não a qualidade da compreensão. Ou seja, para alguns conteúdos o efeito é superior - especialmente conteúdos mais simples e repetitivos, que não exijam grande elaboração mental.


Ritalina, Venvanse e Concerta fazem mal?

Qualquer uso de psicoestimulantes envolve riscos sérios. Não acredite em quem diz que são medicações seguras, que estão há muito tempo no mercado, etc. Justamente pelo risco de abuso e dependência - que é claramente avisado no rótulo, tem seu uso é tão controlado. Tanto a Ritalina quanto Concerta e Venvanse exigem uma receita especial - amarela, que é usada apenas para drogas com alto poder de causar dependência, como a morfina. Nem mesmo benzodiazepínicos, como Rivotril, que tem forte risco de gerar dependência, exige receita amarela. Quem já comprou em farmácias confiáveis sabe a quantidade de informações que é preciso dar ao farmacêutico. Também por isto quem tem Déficit de Atenção precisa ter acompanhamento durante o uso da medicação.


Três tipos de efeitos colaterais

Eu vejo os efeitos colaterais e riscos divididos em três categorias. Primeiro, os efeitos mais típicos - dor de cabeça, opressão no peito, risco de maior pressão arterial, maior irritabilidade, falta de apetite e insônia. Quando estes efeitos são muito fortes, a pessoa normalmente fica com medo e abandona o remédio. Mesmo quem tem TDAH, com medicação prescrita pelo médico, dificilmente volta para uma nova consulta.

Segundo, aumento do nervosismo e da ansiedade. É um problema importante, especialmente por quem já apresenta um grau de ansiedade elevado. A pessoa pode perceber que está mais focada, rendendo mais, porém torna-se muito custoso suportar a maior angústia. Isto ocorre porque o psicoestimulante melhora a capacidade de foco. Contudo, devido à ansiedade, os pensamentos negativos e ansiosos acabam se tornando mais fortes. É uma forma de hiperfoco, porém não naquilo que seria importante - o conteúdo a ser estudado. Muita gente não consegue suportar.

Terceiro - e que me parece mais crítico. A medicação não consegue aumentar, de forma sustentada, a capacidade de esforço mental. Depois de um tempo, a grande diferença percebida no início se dissipa. Começa então a busca pelo aumento da dose, para conseguir o mesmo efeito, especialmente a energia e disposição.

Em termos de duração, o efeito da droga é bem curto, de apenas algumas horas, tempo no qual tudo fica muito concentrado. Ao final do efeito, é bem comum uma sensação de cansaço muito grande, uma exaustão desagradável e forte desânimo. Para quem usa formulação Longo Alcance, há a "queda das 14:00", normalmente o horário em que a maior cobertura se esvai e vem um cansaço ou uma "tristeza", como alguns me relatam. Neste cenário, depois de algum tempo a medicação não é mais como no início; ao mesmo tempo, caso se esteja sem ela, parece que a disposição geral e a concentração pioraram "parece que o pensamento tem cola".


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O que fazer para ter melhor desempenho

Se você estuda para concurso, cursinho para faculdade concorrida ou tem um trabalho muito exigente, que não esteja conseguindo dar conta, antes de pensar em tomar medicação por conta própria, converse com alguém que possa de fato te orientar, ajudar a encontrar o que pode funcionar melhor com você.

Se algum amigo falou sobre psicoestimulantes ou repassou alguns comprimidos, é hora de procurar ajuda. Ainda mais se você já usou medicação comprada pela internet. Neste caso, marque uma consulta com um especialista o quanto antes. Você será bem orientado e encontrará alternativas para o que precisa, porém de maneira bem mais segura.

Caso tenha se identificado com Déficit de Atenção, com ou sem Hiperatividade (em adultos, é mais comum a hiperatividade mental), um especialista poderá fazer um diagnóstico diferencial. Se precisar tomar medicação, será com acompanhamento profissional, o que te dará segurança e melhores resultados. Também saberá o que mais você precisa fazer para conseguir o desempenho esperado nos estudos ou no trabalho.

Saiba também que você pode melhorar seu desempenho com técnicas mais seguras e igualmente eficazes. Exercícios específicos de Brain Fitness - Ginástica Cerebral - fazem toda a diferença, aumentando muito a capacidade de atenção concentrada, velocidade de raciocínio e memória operacional - que ajuda você a manter mais informações "na cabeça", aumentando a capacidade de compreensão e posterior recuperação.

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