Instituto Paulista de
Déficit de Atenção

Distração, esquecimentos e desorganização no trabalho


O TDAH também existe em adultos. O Transtorno de Déficit de Atenção afeta entre 3% a 7% das crianças; estima-se que a metade mantenha o problema até a idade adulta. Apenas recentemente foi aceito que esta condição poderia existir em adultos. Como o TDAH apresenta uma hipofunção de áreas cerebrais que se asselham ao funcionamento normal de um cérebro mais jovem, concluiu-se que para as pessoas com TDAH este amadurecimento (mielinização) seria mais tardio.

Em geral, este amadurecimento (mielinização) se completa em torno dos 21 anos de idade. Assim, para os portadores de TDAH, seria apenas uma questão de tempo - aguardar um pouco além dos 21 anos de idade para alcançar a mesma condição de funcionamento das áreas pré-frontais do cérebro.


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Hoje já se sabe que o TDAH não passa com o tempo. Calcula-se que cerca da 50% daqueles que apresentaram TDAH na infância permanecerão assim ao longo da vida adulta. Ou seja, o TDAH não é apenas um "problema de criança".

Entre adultos, os maiores problemas referem-se ao desempenho profissional, como dificuldades em manter a atenção focada, com organização em geral, com planejamento de longo prazo e controle da impulsividade. Encontram-se também traçaos de instabilidade, além de pouca motivação ou incapacidade em engajar-se ou terminar atividades pouco estimulantes.



Hoje já se sabe que o TDAH não passa com o tempo. Calcula-se que cerca da 50% daqueles que apresentaram TDAH na infância permanecerão assim ao longo da vida adulta. Ou seja, o TDAH não é apenas um "problema de criança".


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Entre adultos, os maiores problemas referem-se ao desempenho profissional, como dificuldades em manter a atenção focada, com organização em geral, com planejamento de longo prazo e controle da impulsividade. Encontram-se também traçaos de instabilidade, além de pouca motivação ou incapacidade em engajar-se ou terminar atividades pouco estimulantes.

O cérebro é um órgão extraordinário - nenhum computador sequer se aproxima de sua capacidade de análise, síntese e processamento. Contudo, ele tem modos de funcionamento muito próprios, que se forçados ao limite, impedirão a realização até mesmo de tarefas muito simples.

As áreas pré-frontais do cérebro atuam, entre outras funções, como um filtro das informações - estimulação - que entra neste sistema. O cérebro é capaz de receber uma quantidade imensa de informações por segundo - calcula-se algo em torno de 40 bilhões de bits. Contudo, a capacidade de processamento destas informações é limitada - em torno de 2 bilhões de bits por segundo. Tudo isto vale para as pessoas em geral. No caso do TDAH, devido às alterações neuropsicológicas, a capacidade de filtrar e a velocidade de processamento normalmente estão reduzidas.


As condições atuais de trabalho e as exigências da vida contemporânea - bombardeando o sistema nervoso com milhares de informações simultâneas impões condições limítrofes para o processamento destas informações. A tendência a valorizar a multi-tarefa, algo que o cérebro não suporta, mais o excesso de midias digitais, estão deixando milhões de pessoas praticamente incapazes de fechar o foco. E as consequências? Quem não tem problemas sérios com atenção já anda se queixando... e quem sofre de TDAH sabe muito bem o tamanho do problema.


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