Instituto Paulista de
Déficit de Atenção
Ecomecei a terapia depois de ter sido diagnosticada com déficit de atenção, que é o famoso TDAH. Sempre achei que tinha alguma coisa errada comigo, não conseguia acreditar que era natural ter tantos problemas, tanta dificuldade com tudo, até para fazer as coisas mais ridículas, que qualquer um fazia na boa.


A única coisa que eu não tenho é hiperatividade. De resto, sou igualzinha em tudo. Quando li em sites da internet, tive até um susto - parecia uma cópia minha, que estavam escrevendo sobre a minha pessoa. Distração, adiamentos eternos, fazer tudo pela metade, minha vida sempre uma bagunça infinita. Procrastinação, oh que palavra esquisita, e sou eu idêntica. Meu apelido é curva do rio, tudo o que passa fica preso, entulhado.



Engraçado que eu sempre fui muito crítica comigo, só que não adiantava nada. Eu não conseguia mudar, então era uma tortura sem fim. Também tinha muita insegurança, nunca conseguia dizer não se me pediam alguma coisa, afinal eu sempre estava devendo, por tantas coisas erradas, sem entregar, pelos atrasos e promessas que eu não cumpri.

Vi na internet que as melhores terapias são da linha comportamental-cognitiva, então saí procurando quem poderia me tratar. Foi aí que encontrei o IPDA, a Dra. Cacilda.


Com o tratamento aprendi muita coisa. Que minhas dificuldades estavam relacionadas com a forma como o meu cérebro funciona, que os meus pensamentos são coisas que eu posso escolher, que não adianta ficar apenas pensando e ruminando sem fazer. Que pensar negativamente, com muita auto-crítica é uma forma de auto-sabotagem, que acaba reforçando minha insegurança e consequentemente as minhas dificuldades e rotas de fuga.



Por meio deste entendimento e dos mecanismos para começar a reverter esta situação pude dar inicio ao processo de mudança de comportamento. Processo este lento, gradativo e que ao mesmo tempo exige uma constância. Que fazer sempre é passo-a-passo, e assim a gente chega longe.


Atualmente tenho focado em dois comportamentos: 1 - Adiamento das atividades (deixar a preguiça de lado) e 2 - Não pensar muito. (Agir!). Claro que é mais fácil dizer do que fazer, mas quando vem a preguiça façao a pergunta mágica: qual é a próxima melhor primeira coisa que eu posso fazer agora?



Agora acredito que a terapia funciona mesmo, porque o tratamento está sendo muito importante. Agora tenho que me disciplinar para conseguir mudar comportamentos tão destrutivos e melhorar minha qualidade de vida.

C.W., 44 anos, dona de restaurante e estudante de Gastronomia. Depoimento após 16 sessões de tratamento com Psicoterapia Comportamental-Cognitiva para TDAH Adulto, em comorbidade com ansiedade e padrões comportamentais disfuncionais de adiamento crônico, baixa assertividade e auto-sabotagem.


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Distração, esquecimentos, agitação, desorganização, baixo desempenho... não precisam ser para sempre.

É possível superar. Há muitas maneiras de melhorar sua qualidade de vida. Encontre a ajuda que você necessita.