Instituto Paulista de
Déficit de Atenção
Quando você descobre que tem TDAH, um problema que tem a ver com seu cérebro, vem uma reação de choque. Eu sempre tive medo de descobrir alguma coisa do tipo. Como, somente agora, que sou adulto? TDAH não é coisa de criança?


Eu sou professor, como poderia ter algo ainda mais no meu cérebro, uma parte tão importante de mim? Mas também eu ficava pensando - não é possível tanta coisa dar errado, ter tantos problemas por não conseguir me organizar, perder prazos, errar em digitar notas de alunos - tenho até vergonha de falar isto!



O choque do diagnóstico foi mesmo grande. Foi bem difícil até entender mesmo do que se tratava. A gente pensa que sabe muita coisa, porque lê em livros, pesquisa no Google, etc. Mas a verdade mesmo se mostra quando a gente vive, quando a gente enfrenta o problema. Passa muita angústia, muito medo. Depois, alterna momentos melhores onde as coisas parecem que melhorar... para dar uma tropeçada em seguida, perder a esperança, voltar ao velho medo e angústia.

É aí que a terapia ajuda muito! A minha doutora dizia "Precisa aprender a dança do pai-de-santo - dois prá frente, um prá trás, mas ao final sempre avançando, devagarinho, passinho por passinho...


O que posso dizer agora? Acho que o melhor resumo que consegui até agora foi: este negócio não é exatamente você. Mesmo sendo parte de mim, mesmo sendo meu cérebro, não sou eu. Eu agora sei que sou mais que o problema, que tem alguma coisa maior em mim que tudo isto.



C.G.S., Adulto, 39 anos, professor e advogado. Fez avaliação psicodiagnóstico completa no IPDA e 38 sessões de tratamento em Terapia Comportamental-Cogniva e Coaching. Fez também tratamento medicamentoso com psicoestimulantes. Transcrição de relato da sessão de encerramento.


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