Instituto Paulista de
Déficit de Atenção
"Prezadas Dras: É muito visível a evolução emocional do meu filho L.F.F.T. Ele está mais confiante, mais seguro, mais feliz e mais independente. Na parte de organização pessoal ainda precisa melhorar, mas ele vai conseguindo dia a dia.

Desde que eu adoeci (e mesmo antes disso) eu me sinto muito cansada e esperava (espero) que meus filhos crescendo assumissem parte da responsabilidade pela organização de suas coisas pois já não dou (e não dava) conta de tudo e preciso de ajuda. Pois depois que eu adoeci, o medo de partir e deixar os filhos perdidos saiu do absrato e foi para o concreto, daí a minha insistência para que participem da rotina da casa e assumam alguma responsabilidade para que assim, mesmo que eu não esteja por perto, eles não percam a noção de família.


Eu disse ao meu marido e ao meu filho que o dinheiro gasto com o tratamento não foi uma despesa e sim um excelente investimento, um dinheiro muito bem gasto porque o L.F. já é um homem maravilhoso, um filho excelente. Mas temo que tanto o pai quanto eu (mãe) não tenhamos demonstrado para ele o quanto é amado e o quanto nos sentimos abençaoados por tê-lo como filho. Digo isso pois somos muito críticos e responsáveis pela insegurança e baixo auto-estima que estava desmotivando meu filho.



Meu marido crê que a culpa de tudo que está, esteve ou venha a estar errado é só minha, crê e diz isto sempre. Mas tomo a liberdade imputar parte da responsabilidade para o pai, mesmo sem a concordância deste, pois acredito que o distanciamento emocional dele não tenha ajudado muito, pelo menos ao nosso casamento não ajudou e acabou sobrando para os filhos.

Mas tenho certeza que neste tempo que o L.F. passou com vocês, no tratamento, ele tenha adquirido ferramentas para se construir mais forte e separar o que é dele, o que nós (pais) passamos de bom e o que nos passamos de ruim.

E eu sei que alguma coisa eu fiz certo, pois recebi de Deus três grandes bênçãos que são os meus filhos e por isto sei que minha vida valeu e vale a pena. Posso ter dito (escrito) algumas (muitas) besteiras, mas abri meu coração a vocês e a Deus, por colocá-las em nosso caminho e peçao a Ele que as abençaoe muito para que sempre efetuem esse belo trabalho. Quando levar meu pensamento a vocês será com muito carinho. Abraços!

E.B.F.T (mãe) de L.F.F., de 23 anos, que também deu seu depoimento ao final do tratamento.


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