Instituto Paulista de
Déficit de Atenção
Após saber que era DDA há uns anos atrás, esse passou a ser o motivo único de minhas frustrações. Claro que sabia que muita coisa era recorrente de questões minhas não resolvidas, mas isso era apenas uma pequena parte do problema, o qual em verdade era, para mim, unicamente o déficit de atenção. Por conta dele eu tinha dificuldade no trabalho, eu tinha problemas de relacionamentos com amigos, parentes e nas ligações românticas.

Ao procurar a clínica, um bom tempo depois de ter deixado os remédios, eu fui atrás de uma alternativa para o DDA. Ou melhor, fui atrás de um paliativo para os sintomas, uma vez que tinha visto na internet o tratamento com Neurofeedback.

Para minha surpresa, foi-me sugerido que não fizesse tratamento para o DDA diretamente, mas que trabalhasse a minha baixo autoestima. Como? Me perguntei. Minha autoestima? Ela é assim mesmo, a coisa é meio problemática, mas não é esse o problema, o problema é DDA. Enfim, sabendo que havia a possibilidade de essa situação ser uma complicadora da outra, aceitei fazer o tratamento... com um pé atrás.


Como se minha mente fosse um grande salão com várias portas, começamos , eu e minha terapeuta, a abrir cada uma, e cada bicho feio que saía de dentro de cada uma delas, não? Deparei-me com o fato de que, em resumo, considerava-me um LIXO. Isto é, feio, cheio de culpas por saber-me egoísta, esnobe, invejoso, sarcástico, perfeccionista etc. pensando-me inferior às outras pessoas por ser homossexual, preto e pobre. E por isso sempre me achando inferior e por isso achando que sempre tinha de agradar aos outros, que não tinha real direito à felicidade ou a algo próximo disso.




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No começo eu relutei e tive dificuldade de anotar todos os meus sentimentos depreciativos. Além de minha desatenção atrapalhar, era como se não os quisesse ver no papel, ali, como prova. Mas tive de fazê-lo. Mas depois vieram os pensamentos alternativos para combater a auto crítica patológica e eu pude ver que eles podiam ser combatidos. Não facilmente, porém já era uma arma a ser usada na guerra.

Descobri um grande inimigo dentro de mim: em verdade, eu estava descrente de que poderia melhorar, de que poderia me transformar. Creio que havia um substrato de depressão me impedindo de ver saídas. A partir de um determinado ponto, com o auxílio do medicamento, pude ver que há outras cores ao invés do cinza e resolvi encarar o tratamento como uma ferramenta efetiva para construir minha autoestima.


Ao final, eu me dei conta que esse trabalho somente poderia ser feito por mim mesmo; coisa que medicamento algum poderia fazer por mim ou por quem quer que seja. Sentir-me mentalmente mais disposto e confiante não significa que estamos mais conscientes de nós mesmo e que queremos efetivamente mudar.



Então se deu uma rápida virada numa chave qualquer em meu cérebro, e vi que o método de constante se observar é realmente efetivo para descobrir quem somos nós e, a partir disso, pôr ao largo um bom tanto de entulho que vamos colhendo ao longo da vida.

Assim, é como se o lixo com que me definia no início do tratamento começasse a ser tratado em um contínuo processo de reciclagem, que não termina aqui, uma vez que apenas começaou, mas já traz promessas de um mundo mais verde, de águia mais limpa, de um ar mais puro.

Muitissimo obrigado ao IPDA e a Dra. Cacilda.


A.C.V, teve diagnóstico de Distimia em comorbidade com TDAH. Fez Psicoterapia Comportamental-Cognitiva. Depoimento fornecido ao final da terapia.


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