Instituto Paulista de
Déficit de Atenção

Fumo e álcool na gestação aumentam o risco de TDAH e hiperatividade


Obstetras e outros especialistas sempre recomendam às gestantes que não bebam nem fumem. O uso dessas substâncias, mesmo que ocasional, pode ser prejudicial ao feto. O álcool ingerido pela gestante atravessa a placenta e faz com que o feto receba as mesmas concentrações alcóolicas que a mãe. Já o cigarro causa isquemia placentária, ou seja, diminuição da circulação sanguínea na placenta, prejudicando a nutrição e a oxigenação do feto.

A exposição a toxinas durante a gestação, como qualquer dos fatores que interferem na vascularização da placenta ou no desenvolvimento cerebral, representam riscos ao bebê. É ainda mais crítico porque os danos não são facilmente observáveis ao nascimento. Muitas vezes, apenas quando a criança está na escola, quando se espera dela melhor funcionamento cognitivo, é que as dificuldades são melhor percebidas.


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Em uma pesquisa, meninos e meninas com diagnóstico de TDAH foram comparadas a crianças sem diagnóstico, quanto ao histórico de consumo de álcool e fumo pelas mães, durante a gestação. Os pesquisadores concluíram que as crianças portadoras do distúrbio foram 2,1 vezes mais expostas ao cigarro e 2,5 vezes mais expostas ao álcool quando ainda estavam no útero do que as não-portadoras. Não é necessário que a gestante tenha usado álcool e cigarro simultaneamente. O uso de algum deles durante a gravidez já é suficiente para causar danos ao feto.

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