Instituto Paulista de
Déficit de Atenção

Que tal comer melhor para pensar muito melhor?


Poucas pessoas sabem que o cérebro, sozinho, consome entre 20 e 25% de toda a energia que obtemos pela alimentação. Somente estes números já dão uma idéia bem clara da importância que a comida tem e como ela pode fazer toda a diferença para pensar melhor.

Uma alimentação planejada para ajudar o cérebro a funcionar bem é um elemento-chave para conseguir uma excelente performance nos estudos, no trabalho e no esporte - executivos, atletas e estudantes. Estas dicas de alimentação servem para quem tem TDAH, hiperatividade, déficit de atenção - e também para todos que querem melhorar a memória, concentração e foco.


Seguir

Compartilhar



No caso do TDAH - déficit de atenção com ou sem hiperatividade, pacientes que fazem tratamentos medicamentosos devem ser muito cuidadosos com sua alimentação. A medicação atua sobre sistemas de neurotransmissores - usualmente dopamina e serotonia - e o cérebro precisa dos nutrientes certos para metabolizá-los.


Para quem sofre com algum transtorno que prejudique a concentração e o foco, a dieta adequada é uma grande coadjuvante de tratamentos psicoterapêuticos, medicamentosos e até mesmo psicopedagógicos.



Do ponto de vista cerebral, os alimentos podem ser divididos em dois grupos: aqueles que aumentam o desempenho (o metabolismo) e aqueles que deixam o cérebro mais "aéreo", mais lentificado.

Para casos de TDAH e para melhorar a distração, os melhores alimentos são as proteínas - carnes em geral, especialmente peru e peixes - e os carboidratos complexos - grãos integrais, aveia, sementes, entre outros. Fuja dos carboidratos simples - os mais prejudiciais são o açaúcar e a farinha branca.

Os carboidratos simples são metabolizados muito rapidamente pelo corpo - são rapidamente transformados em glicose, aumentando abruptamente a concentração de açaúcar na corrente sanguínea. Com isto, vem uma sensação de plenitude, de energia e bem estar imediatos. E claro, para o cérebro é muito importante o aporte de glicose, para que ele possa transformar em energia.

Poderia parecer uma boa idéia manter o sangue bem açaucarado, afinal sempre se diz que o açaúcar tem muita energia, muitas calorias... mas as coisas não são bem assim.

O aumento abrupto dos níveis de glicose no sangue detona um gatilho metabólico. O pâncreas, automaticamente, produz uma descarga de insulina, justamente para retirar o excesso de glicose e armazená-la nas células do fígado ou nos "pneuzinhos" - os principais depósitos de energia do corpo, as camadas de gordura.


Quando a quantidade de glicose em circulação cai rapidamente pelo efeito da insulina, o cérebro tende a reduzir seu metabolismo, passando a trabalhar mais devagar. Por isto muitas pessoas sentem sono após as refeições - às vezes, até mesmo logo depois do café da manhã.



Alimentos que tem este efeito possuem uma carga glicêmica elevada - a capacidade de passar rapidamente para a corrente sanguínea, aumentar os níveis circulantes de glicose para, em seguida, ocasionar uma queda abrupta. Assim, quanto maior a carga glicêmica, pior para o cérebro.


Uma dieta carregada de carboidratos simples terminam por colocar o cérebro numa montanha-russa constante, de altos e baixos na disponibilidade do seu principal nutriente. Isto é totalmente incompatível com as necessidades de um cérebro do qual se espera alta performance ou quando já existe uma tendência para a hipofunção metabólica do TDAH.



Precisa melhorar seu desempenho?

Concentração, velocidade mental e memória.
Brain Fitness - Ginástica Cerebral é o caminho.
Conheça a parceria IPDA - Cognifit



10 Dicas para seu cérebro funcionar melhor


1. O café da manhã é essencial. A regra básica é bem simples: mais proteínas, menos carboidratos. Eliminar cereais com açaucar, sucrilhos e achocolatados. Optar por ovos ou frios, especialmente Peito de Peru (entre 60% a 70% da refeição) e pão integral (carboidratos de baixa carga glicêmica, entre 30% a 40%). Isto é indispensável para as crianças, que passarão a manhã na escola, sentadas e paradas, assistindo aula. Se o cérebro estiver hipofuncionanente, será muito difícil que prestem atenção.

2. Para as outras refeições do dia: manter um equilíbrio entre proteínas e carboidratos. Alimentos de baixa carga glicêmica - os carboidratos complexos - e as proteínas devem ser sempre as primeiras escolhas.

3. Almoçao: evitar alimentos pesados e sobremesas doces. A tendência em sentir sono após o almoçao é, em grande parte, decorrente dos processos digestivos e do sobe-desce dos níveis de glicose. Se não puder resistir a um doce, diminua a quantidade especialmente se pretender estudar ou fazer um esforçao mental maior após a refeição.

4. Shakes e yogurtes light: são úteis quando se precisa de uma refeição mais nutritiva, sem os efeitos do excesso de carboidratos e açaucares brancos - contém grandes quantidades de proteína.

5. Café: ingerir com moderação. A cafeína tem efeitos estimulantes, similares aos da Ritalina. Normalmente, a cafeína ajuda a melhorar o foco. é recomendável experimentar pequenas doses (uma ou duas colheres) com crianças muito agitadas ou distraídas, antes de irem para a escola. Atenção: em altas doses, a cafeína é tóxica.

6. Água: beba muita água. O cérebro é composto por 80% de água e tomar entre 1 litro e meio a 2 litros por dia pode ajudar bastante. Não troque refrigerantes ou bebidas gaseificadas / industrializadas por água. Cuidado com o consumo excessivo de chás, mesmo naturais, pois podem conter outras substâncias, além de cafeína.

7. Leite: é importante verificar se há alergia ao leite, especialmente em crianças hiperativas. Estima-se que 30% das crianças tenha alguma forma de restrição ao leite, que pode ser prejudicial especialmente em altas doses.

8. Alimentos naturais / não industrializados: Sempre que puder, ingerir muitas frutas, vegetais e alimentos naturais. Algumas crianças costumam dar muito trabalho para comer, recusando alimentos de paladar mais forte. Nunca caia na armadilha "é melhor comer porcaria que não comer nada". O resultado poderá ser uma criança mais agitada e desatenta.

9. Exposição ao alumínio: evitar inclusive alimentos cozidos em panelas de alumínio. É um metal muito tóxico para o sistema nervoso, com vários estudos associando sua intoxicação a síndromes neurológicas. Ele também é considerado um fator de risco para Doença de Alzheimer, a forma mais grave de demência senil.

10. Exposição a metais pesados: não se engane, pode acontecer com você a qualquer momento. Muito cuidado com os brinquedos que as crianças colocam boca, especialmente de procedência chinesa e/ou sem selo do Inmetro. A tinta pode conter chumbo. Cuidado com pesticidas e inseticidas.

Autor

Distração, esquecimentos, agitação, desorganização, baixo desempenho... não precisam ser para sempre.

é possível superar. Há muitas maneiras de melhorar sua qualidade de vida. Encontre a ajuda que você necessita.