Instituto Paulista de
Déficit de Atenção

Seis dicas essenciais para professores

Professores precisam de dicas e ajuda para suas crianças com TDAH, dislexia e outros transtornos de aprendizagem. A profissão de educador é uma missão - uma promessa de coragem, força e esperança. Crianças com TDAH e hiperatividade podem ser muito desafiadoras. Esperamos colaborar com esta nobre missão , ajudando nossos jovens clientes e suas famílias, divulgando informações sobre TDAH, hiperatividade e comorbidades e oferecendo orientações de qualidade.


1. Nem sempre querer é poder
"Ele agiria diferente se quisesse" - faria a lição, ficaria sentado, não perturbaria tanto as pessoas". Pode ser verdade ou não. Uma criança ou jovem com TDAH ou hiperatividade pode ser muito "comportado" às vezes. Esta última parte "as vezes" é o maior complicador. Como explicar que alguém é capaz de algo, mas somente algumas vezes? A questão pode não ser apenas mal-criação, falta de interesse ou preguiça - pode ser um problema orgânico, chamado TDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade. Continue pesquisando sobre TDAH neste site.


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2. Pode haver Déficit de Atenção sem hiperatividade - e também em meninas.
Normalmente, o que mais incomoda é a hiperatividade, especialmente nas crianças mais novas. Porém, apenas um pouco mais da metade dos casos de TDAH são do tipo hiperativo ou tipo combinado - o restante sofre especialmente com desatenção. Meninos apresentam TDAH - com ou sem hiperatividade - mais frequentemente que meninas. Mas isto não quer dizer que uma menina não possa ter TDAH, até mesmo do tipo hiperativo-impulsivo.


3. Não tente culpar os pais pelos problemas da criança - nem os pais deveriam culpar a escola
O TDAH não é sinônimo de limites ou problemas com a educação das crianças em casa. Os pais também sofrem muito com crianças e jovens com TDAH, especialmente quando há hiperatividade. Trate-os como parceiros, nas batalhas do dia-a-dia. Pais e professores tem muito a dar, uns aos outros. Uma boa relação de parceria é o melhor para a criança e ajuda a minimizar a carga, para ambos os lados.


4. Antes de falar com os pais sobre TDAH, peça a opinião de outro colega ou do psicólogo da escola
Faça uma lista dos comportamentos que você acha mais relevantes, não apenas hiperatividade ou distração. Leve em conta o que é comum e esperado nas crianças da mesma faixa etária. Não tente fazer um diagnóstico, apenas relate o que você observou.


5. Convide os pais a observarem a criança na escola
Pode ser necessário dar aos pais a oportunidade de verificar as diferenças entre a forma de agir de seu filho e as outras crianças. Pode ajudar a sensibilizá-los para o problema - especialmente se a criança for filho único, neste caso os pais não tem base para comparação. O ideal é que os pais possam ver a criança durante uma aula e em interação com os colegas. Caso os pais não possam estar presentes de uma forma discreta, a criança poderá ficar mais agitada por algum tempo, até que se acostume com a presença deles.


6. Crianças com TDAH podem se comportar muito bem em situações novas / diferentes
Quando recebe atenção individualizada ou se encontra em situações novas, como visitas a médicos ou tratamentos psicológicos, a criança com TDAH e/ou hiperatividade pode não apresentar os sintomas dos quais a escola, professores e/ou pais se queixam. O fato dos sintomas não estarem presentes todo o tempo não significa que a suspeita seja errada ou que não seja necessário procurar tratamento.

Artigo baseado no "The ADD ADHD Information Library", escrito pelo Dr. Doug Cowan.

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