Instituto Paulista de
Déficit de Atenção
Auto-controle e impulsividade

Auto-regulação e auto-controle: Aspectos centrais ao TDAH


Desenvolver auto-controle e tolerância à frustração são dois dos maiores desafios do nosso processo de crescimento e amadurecimento pessoal. Só nos tornamos adultos completos quando vencemos estes desafios. Todos temos dificuldade com auto-controle e tolerância à frustração, em um momento ou outro. Contudo, no TDAH estas dificuldades são constantes.

Auto-controle sobre a impulsividade, capacidade de esperar e adiar as recompensas ou satisfação dos desejos não é uma competência com a qual nascemos – como acontece com respirar, enxergar ou escutar. São competências que desenvolvemos ao longo dos anos, através do contato com as pessoas ao nosso redor e com as conseqüências diretas das nossas ações.


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Isto começa quando a criança se vê diante das primeiras regras e limites: a mamadeira não vem sempre que você chora (mas ela virá mais adiante); não se faz xixi na sala (precisa segurar e correr até o banheiro); não dá para ter tudo o que se quer na hora. O papel que o ambiente ao redor exerce (note que os pais são a parte mais importante do ambiente dos filhos) é fundamental para o desenvolvimento destas competências – aprender a se segurar, esperar, perceber o momento adequado para uma ou outra forma de se expressar.

Imaginemos uma criança na escola, que é empurrada com frequência por um mesmo coleguinha. Ser empurrada é uma agressão, que tende a evocar a mesma atitude – empurrar de volta. Porém, mesmo que a criança empurrada esteja certa, apenas agindo para se defender, este comportamento é normalmente repreendido na escola, pelas professoras ou assistentes. É comum encontrar crianças que somente revidam quando não há nenhum adulto olhando – ou seja, são capazes de controlar o impulso e esperar um momento em que não serão punidas, mesmo se estiver "morrendo" de raiva.


Já a criança com TDAH, quando provocada ou agredida, tende a reagir de forma automática e impulsiva. Devido à forte sensibilidade ao momento presente – e, por decorrência, a menor sensibilidade às consequências mais distantes, como ser punida ou criticada, a probabilidade de reagir sem pensar fica aumentada. E como a reação é imediata, independente de quem estiver por perto, tem maior probabilidade de chamar atenção para si, ser pega em situações recorrentes e, ao final, ser rotulada como "agressiva".



Por este motivo, é indispensável que o tratamento das crianças com TDAh inclua intervenções para favorecer o amadurecimento, a capacidade de aceitar regras e limites, controlar a impulsividade, a raiva e as emoções mais fortes. O melhor caminho para é a atuação firme, segura e respeitosa dos pais. Felizmente, há várias maneiras de mudar, melhorar a forma de agir com nossas crianças - afinal, não são apenas elas que precisam aprender! E, para os casos mais difíceis, sempre há a opção de combinar orientação de pais e terapia infantil, na linha comportamental-cognitiva.


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